Os contratos de cacau para dezembro encerraram a sessão na bolsa de Nova York com queda de 3,46% nesta quinta-feira (17/9), cotados a US$ 5.772 por tonelada. O preço atingiu o menor nível em uma semana, em meio ao aumento da oferta em importantes regiões produtoras.
Dados do Conselho do Café e Cacau da Costa do Marfim indicam que a produção do país alcançou 2,06 milhões de toneladas entre junho de 2025 e junho de 2026. O volume representa alta de 30% ante as 1,58 milhão de toneladas registradas no ano anterior. A Costa do Marfim é o maior produtor mundial de cacau.
No acumulado da safra 2025/26, as chegadas do produto aos portos costa-marfinenses cresceram 18% na comparação com o ciclo anterior. Com a maior disponibilidade, os estoques de cacau na bolsa de Nova York subiram para 3,43 milhões de sacas, o maior volume em dois anos.
Quedas também atingem outras commodities
O algodão para dezembro recuou 2,60%, para 82,17 centavos de dólar a libra-peso. Boletim da consultoria Agro do Itaú BBA apontou fatores de pressão sobre os preços, como o desempenho abaixo do esperado da economia global, as margens fracas da indústria têxtil, a redução das compras chinesas e uma produção brasileira acima das projeções.
O açúcar demerara para março do ano que vem caiu 3,02%, para 18,32 centavos de dólar a libra-peso. O mercado passa por um movimento de realização de lucros, enquanto as estimativas continuam apontando para um déficit na oferta global na safra 2026/27.
O suco de laranja concentrado e congelado registrou a segunda sessão consecutiva de queda. Os lotes para novembro perderam 3,65%, a US$ 1,40 a libra-peso.
Já o café arábica para dezembro fechou em baixa de 1,79% nesta quarta-feira (16/9), a US$ 2,7650 a libra-peso, mantendo a tendência de queda em Nova York.



