Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Milho no curto prazo depende de colheita, clima, demanda e geopolítica

Grainsights aponta quatro fatores que devem influenciar as cotações do milho no Brasil e no mercado internacional.

Milho no curto prazo depende de colheita, clima, demanda e geopolítica
Foto: Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O milho terá os preços de curto prazo influenciados pelo ritmo da colheita nos Estados Unidos, pelo clima na América do Sul, pela demanda das usinas de etanol e pelas tensões geopolíticas. A avaliação é da Grainsights, plataforma de Inteligência de Mercado da Grão Direto.

Na semana passada, o contrato de dezembro do milho em Chicago caiu 0,94%. No Brasil, o vencimento de novembro da B3 fechou a R$ 76,29 por saca, com alta de 0,16%.

Oferta e clima

A colheita nos Estados Unidos segue em ritmo acelerado, aumentando o volume de grãos encaminhado aos armazéns e ao mercado, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A maior disponibilidade tende a reduzir o poder de barganha dos produtores nas áreas onde os trabalhos estão mais avançados, além de pressionar os contratos de curto prazo. “Com mais milho disponível, os prêmios locais tendem a recuar”, afirma a Grainsights.

O mercado também deve acompanhar as chuvas no Brasil e na Argentina durante o plantio da soja. Esse comportamento pode interferir no calendário da próxima safrinha de milho. Eventuais atrasos ou problemas no desenvolvimento das lavouras podem reduzir a janela ideal para o cereal e ampliar as preocupações com a produtividade da safra de 2027.

Etanol, exportações e conflitos

Nos Estados Unidos, o consumo de milho pelas usinas de etanol será monitorado. A demanda próxima de 5,6 bilhões de bushels (142,25 milhões de toneladas) é considerada importante para sustentar os preços. Caso os juros altos do Fed reduzam o crescimento econômico e o consumo de combustíveis, as usinas podem diminuir a moagem.

As exportações também estarão no radar. Os Estados Unidos precisam manter a competitividade para cumprir a projeção de 3,275 bilhões de bushels do USDA. A disputa por compradores, sobretudo na Ásia, tende a envolver ainda o Brasil, que exporta a safrinha em ritmo forte, e a Argentina, com estoques elevados.

Por fim, instabilidades na Ucrânia e no Oriente Médio, além de conflitos e ataques no Mar Negro, podem afetar o fluxo global de grãos. Um Brent próximo de US$ 105 elevaria os custos de transporte e do frete marítimo, aumentando a volatilidade das cotações agrícolas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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