Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Planejamento e cautela ganham peso antes da safra de soja 2026/27

Endividamento, clima, seguro rural e uso de drones estão entre os fatores que devem ser avaliados pelos produtores.

Planejamento e cautela ganham peso antes da safra de soja 2026/27

A preparação para a safra de soja 2026/27 exige atenção a fatores financeiros, climáticos e operacionais. Entre os pontos que podem influenciar as decisões dos produtores estão o aumento das recuperações judiciais no campo, o endividamento, as condições do clima, o seguro rural e o uso de drones.

A especialista em Direito do Agronegócio Renata Abalém orienta cautela aos produtores que chegam à nova safra com dívidas. Na avaliação dela, o cenário atinge não apenas quem cultiva soja, mas toda a cadeia do agronegócio. “Nós estamos com um quadro de endividamento extremamente sério”, afirma.

Para quem já enfrenta dificuldades financeiras, Renata recomenda avaliar as alternativas antes de assumir novos compromissos. Em uma renegociação, devem ser observados aspectos como garantias, indexação e contratos antigos. A nova dívida precisa estar dentro da capacidade de pagamento e não comprometer a safra seguinte.

A renegociação pode ser considerada quando ainda existe fluxo financeiro para manter a atividade. Se a medida servir apenas para adiar uma recuperação judicial, a especialista recomenda analisar com cuidado essa possibilidade. Também devem entrar na avaliação o histórico da propriedade, a situação atual, as perspectivas da atividade e as garantias envolvidas.

Clima e seguro rural

O planejamento também deve considerar as condições climáticas futuras. Renata cita o El Niño como um fator com potencial de impacto significativo para o setor e reforça a necessidade de avaliar os riscos antes da tomada de decisões.

No seguro rural, os cuidados começam antes da contratação. O produtor deve ler a apólice, escolher uma cobertura adequada e verificar quais situações estão incluídas ou excluídas.

Responsabilidades no uso de drones

A adoção de drones no campo exige atenção às responsabilidades relacionadas aos equipamentos. Mesmo quando não realiza diretamente a operação, o contratante pode responder por obrigações ligadas ao uso da tecnologia. “A tecnologia não é infalível. Mesmo assim, ela é ótima”, diz Renata.

A especialista também destaca a necessidade de observar a regularização, o registro, o seguro e a responsabilidade por eventuais acidentes. O uso dos drones pode contribuir para a atividade rural, mas depende do conhecimento das obrigações envolvidas na contratação e na operação dos equipamentos.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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