Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Soja começa a ser semeada em quatro regiões do Paraná após vazio sanitário

Produtores aproveitam umidade do solo e previsão de calor, mas monitoram os efeitos do El Niño sobre a produtividade e os custos.

Soja começa a ser semeada em quatro regiões do Paraná após vazio sanitário
Foto: Arquivo pessoal/Adriano Vivian

O plantio de soja começou em quatro regiões do Paraná após o encerramento do vazio sanitário. Desde o dia 1º de setembro, produtores do norte, noroeste, centro-oeste e oeste estão autorizados a semear a cultura.

Em Toledo, no oeste do Estado, Adriano Vivian iniciou a operação nesta sexta-feira (4/9), antecipando o trabalho em relação à safra passada, quando o plantio começou em 14 de setembro. A decisão considerou as previsões de um El Niño de maior intensidade. “O clima está excelente, está sendo uma arrancada espetacular”, afirmou o produtor.

A avaliação de Vivian é que o calor predominante e a umidade disponível no solo favorecem a implantação da lavoura. De acordo com o Simepar, a temperatura deve alternar médias acima e abaixo de 20ºC nas próximas semanas, com previsão de alguns dias de chuva.

O produtor estima colher em torno de 80 sacas por hectare, repetindo o resultado de temporadas anteriores. Ele também afirma que investimentos em tecnologia e as condições climáticas sustentam a expectativa de uma boa safra. No entanto, considera baixa a rentabilidade da soja, devido aos preços elevados de insumos e máquinas. Por isso, reduziu a área destinada ao grão e ampliou o cultivo de milho, que passou de 30 hectares para 100 hectares.

Em Palotina, também no oeste paranaense, Ronaldo Vendrame prepara o início do plantio para 10 de setembro. A área de 40 hectares foi dessecada, tratada e adubada e utiliza sistema de plantio direto. A expectativa é alcançar cerca de 70 sacas por hectare, mesmo volume do ano anterior.

O comportamento do clima é a principal variável acompanhada pelos produtores. Vivian teme que uma sequência de dias nublados provoque alongamento do ciclo e reduza o enchimento dos grãos. Vendrame, por sua vez, cita a possibilidade de vendavais associados a eventos mais intensos do El Niño, com impacto também sobre as granjas de avicultura. Na região, ele afirma que a La Niña costuma gerar maior preocupação por causa do risco de estiagem.

Edmar Gervásio, administrador do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, considera favoráveis as condições atuais. “Chuvas regulares e dias de sol são boas condições para o plantio da soja”, disse.

O sudoeste do Paraná terá autorização para plantar a partir de 11 de setembro, enquanto as demais regiões poderão iniciar as atividades a partir do dia 20 deste mês. Segundo Gervásio, chuvas pontuais até o próximo mês manteriam o cenário adequado. Já precipitações intensas em novembro e dezembro podem dificultar o tratamento das plantas e aumentar a incidência de fungos causadores da ferrugem asiática e de outras doenças. Chuvas em janeiro e fevereiro também podem atrapalhar a retirada da soja do campo.

Estimativa para a safra

A primeira projeção do Deral para a safra 2026/27 aponta produção recorde de 22,6 milhões de toneladas em uma área de 5,76 milhões de hectares, aumento de 4% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média estimada supera 3.900 quilos por hectare, ou 65 sacas por hectare.

O Paraná deve permanecer na segunda posição do ranking nacional, atrás de Mato Grosso. Na safra 2025/26, os Estados produziram 21,9 milhões de toneladas e 51,6 milhões de toneladas, respectivamente. Goiás aparece em terceiro, com 20,1 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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