RIO GRANDE DO SUL — O Rio Grande do Sul tem o maior percentual de eleitores indecisos na pesquisa estimulada para a Presidência da República entre os estados analisados pela Quaest. No levantamento, 18% dos entrevistados ainda não escolheram um candidato para 2026.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 34% das intenções de voto no estado, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 28%. Minas Gerais e Paraná vêm na sequência no percentual de indecisos, ambos com 17%.
Para Rodrigo Stumpf Gonzalez, cientista político e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o desgaste provocado pela polarização ajuda a explicar a demora na definição do voto. “Tem uma série de fatores nesse processo. Um, é um certo cansaço da polarização”, afirmou.
O levantamento também registrou rejeição a Lula e a Flávio Bolsonaro. Entre os gaúchos, 39% disseram preferir um governo estadual independente dos candidatos de PT e PL. O Rio Grande do Sul ficou atrás do Distrito Federal, com 42%, e do Espírito Santo, com 41%, nesse indicador.
Disputa pelo governo estadual
A indecisão é maior na eleição para o governo do Rio Grande do Sul. Na pesquisa estimulada, 27% dos entrevistados não escolheram um nome, percentual inferior apenas ao registrado no Pará, de 29%. Rondônia aparece com 22%, enquanto Goiás, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul têm 20% cada.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, 74% dos eleitores gaúchos disseram não saber em quem votar. O percentual é o quarto maior entre os estados listados, atrás de Minas Gerais, com 80%, Mato Grosso, com 78%, e Mato Grosso do Sul, com 77%.
Gonzalez também avaliou que Flávio Bolsonaro não reúne o mesmo bloco eleitoral mobilizado por Jair Bolsonaro e que a trajetória eleitoral de Lula pode contribuir para a desatenção do eleitorado. “O Flávio não consegue mobilizar o mesmo bloco que o Jair (Bolsonaro) mobilizou”, disse o professor.



