Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Trigo sobe em Chicago e pressiona importadores antes da próxima colheita

Contratos futuros avançaram 40% desde junho, enquanto ataques no Mar Negro dificultam o transporte e reduzem as opções de abastecimento.

Trigo sobe em Chicago e pressiona importadores antes da próxima colheita

Os contratos futuros de trigo negociados em Chicago alcançaram o maior nível em três anos e meio, após uma alta de 40% desde as mínimas de junho. O movimento ocorre enquanto importadores precisam recompor estoques nas próximas semanas e enfrentam dificuldades para receber cargas da região do Mar Negro, afetada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

Ataques contra embarcações e infraestruturas portuárias praticamente interromperam o transporte de mercadorias desde julho. Ásia, Oriente Médio e África estão entre as regiões que dependem do cereal produzido no Mar Negro e têm encontrado obstáculos para assegurar o abastecimento.

Disputa por outras fontes

Com a redução dos estoques locais, especialmente na Ásia, a competição por carregamentos tende a crescer. Os preços físicos cobrados por exportadores alternativos também dispararam, o que ameaça gerar uma nova onda de inflação de alimentos para consumidores mais vulneráveis.

Nos últimos meses, importadores adiaram compras de outras origens na expectativa de um acordo entre Rússia e Ucrânia que permitisse retomar os embarques de grãos. A espera, porém, aumentou a pressão sobre a oferta disponível fora do Mar Negro.

A disputa por cargas deve se intensificar até o fim do ano, quando começa a colheita no Hemisfério Sul. Até esse período, os preços devem continuar subindo. Um especialista afirmou que a dificuldade para retirar grãos do Mar Negro leva compradores a procurar fontes alternativas, com potencial para pressionar ainda mais as cotações.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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