Belo Horizonte, Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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Calor leva produtores de Champagne a elevar teor alcoólico da bebida

Ondas de calor anteciparam a colheita de 2026, reduziram a produção e elevaram o limite permitido de álcool para 15%.

Calor leva produtores de Champagne a elevar teor alcoólico da bebida
Foto: DW/Deutsche Welle

As ondas de calor que atingiram o país elevaram a concentração natural de açúcar nas uvas e fizeram alguns produtores de Champagne aumentar o teor alcoólico dos espumantes da safra de 2026. As autoridades francesas autorizaram temporariamente níveis de até 15%, acima do limite geralmente estabelecido em 13%.

A associação Comité Champagne informou que o calor acelerou o amadurecimento das uvas e antecipou a colheita. As primeiras foram retiradas em 6 de agosto, enquanto o trabalho se generalizou no dia 17 do mesmo mês — duas semanas antes do registrado em 2025, que já era considerado um ano precoce.

A antecipação exigiu que trabalhadores sazonais fossem convocados antes do previsto. Alguns viticultores também interromperam as férias de verão, disse Maxime Toubart, copresidente do Comité Champagne. “Não estávamos totalmente preparados”, afirmou.

Apesar da redução no volume, a entidade avalia que a qualidade da safra pode ser excelente ou até excepcional. David Chatillon, também copresidente do comitê, afirmou que a flexibilização do teor alcoólico deverá atingir apenas uma pequena parcela dos produtores. A média após a colheita fica abaixo de 12%, segundo ele.

Produção menor e impacto climático

O Ministério da Agricultura da França estima que a produção de vinho na região de Champagne caia cerca de 50% em relação ao ano anterior. O cálculo pode divergir das projeções dos produtores porque as casas podem recorrer a vinhos de reserva, armazenados de safras mais abundantes, para compensar a menor oferta.

A maior parte do Champagne é elaborada com a mistura de vinhos de diferentes safras. Essa prática permite ajustar a produção em anos de rendimento reduzido, embora alguns produtores possam guardar parte das reservas para combinações futuras ou optar por engarrafar menos.

A França é o segundo maior produtor de vinho do mundo, atrás da Itália. O calor e a seca deste verão ampliaram as preocupações do setor sobre os efeitos das mudanças climáticas. Para Toubart, uma colheita tão antecipada pode se tornar comum em dez a 15 anos e exigir uma reflexão sobre o futuro do champanhe.

As autoridades também flexibilizaram temporariamente regras para a produção de alguns tipos de queijo, depois que as ondas de calor queimaram as pastagens.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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