A pneumonia bovina é uma enfermidade infectocontagiosa de alta transmissão, conforme o médico-veterinário Guilherme Vieira, especialista em sanidade animal. A explicação foi dada após uma dúvida do pecuarista Cláudio Carrilho, de Presidente Prudente (SP), sobre a transmissão da forma viral da doença.
A infecção pode passar diretamente entre animais sadios e doentes por meio de secreções respiratórias. Também há transmissão indireta quando bovinos compartilham cochos e bebedouros. O estresse provocado pelo transporte contribui para a disseminação da enfermidade.
Conhecida tecnicamente como Doença Respiratória Bovina (DRB) ou Complexo Respiratório Bovino (CRB), a pneumonia resulta da combinação de fatores como estresse, poeira, variações de temperatura e infecções causadas por vírus e bactérias. Entre os sinais estão febre alta, tosse frequente, corrimento nasal bilateral e perda de apetite.
Bezerros recém-desmamados e garrotes recém-chegados ao confinamento estão entre as categorias mais suscetíveis. Os surtos são frequentes entre o 7º e o 15º dia após a entrada dos animais na baia. Em matrizes, a infecção também pode provocar reabsorção embrionária e abortos, associados a vírus como IBR e BVD.
Medidas de prevenção
Animais doentes devem ser isolados imediatamente e receber tratamento com antibióticos, anti-inflamatórios e suporte vitamínico. A vacinação é indicada como a estratégia preventiva mais eficaz e econômica. A recomendação é aplicar a 1ª dose em bezerros aos 60 dias de vida, fazer o reforço em 30 dias e administrar outra dose antes da desmama.
No confinamento, a associação entre vacinação e metafilaxia em lotes de alto risco é apontada como medida importante para evitar prejuízos ao desempenho econômico da fazenda. A orientação é que os pecuaristas busquem informações e esclareçam dúvidas sobre sanidade animal para proteger o rebanho.



