Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Desfile em Brasília reúne autoridades e ocorre sob restrições eleitorais

Cerimônia de 7 de Setembro teve participação de Lula, chefes dos Poderes e manifestações pelo fim da escala 6×1.

Desfile em Brasília reúne autoridades e ocorre sob restrições eleitorais
Foto: Ricardo Stuckert

A cerimônia oficial de 7 de Setembro foi realizada sob restrições eleitorais e com a participação de Luiz Inácio Lula da Silva, dos chefes dos Poderes e de autoridades do governo. O desfile teve como temas a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, além da programação das Forças Armadas.

A presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ocorreu em meio à crise que atinge a corte. Também acompanharam Lula o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Na chegada do presidente ao local do desfile, parte do público manifestou apoio ao fim da escala de trabalho 6×1 e cantou “olê olá, Lula”.

Autoridades e crise institucional

O advogado-geral da União, Jorge Messias, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também estiveram no evento. Os dois passaram próximos durante a cerimônia, mas não se cumprimentaram. Eles aparecem em um dos focos da crise institucional dos últimos dias, agravada pela divulgação de um relatório da Polícia Federal solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Na semana anterior, o ministro André Mendonça levantou o sigilo de conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Após a divulgação do caso, manifestações contra o ministro ocorreram paralelamente ao evento oficial.

Fachin havia participado, na semana passada, de um evento de Lula no Palácio do Planalto, onde falou sobre a crise. Antes da cerimônia, o presidente do STF conversou com Lula, com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão, com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, e com Jorge Messias.

Cerimônia mais restrita

O desfile deste ano foi realizado durante o período de campanha, o que levou o ato oficial de Lula a adotar um formato mais sóbrio. A edição não distribuiu itens temáticos da Independência, como bonés com a mensagem do ano. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restringe o uso de recursos e equipamentos do governo durante a campanha para evitar o uso da máquina pública em benefício de candidatos.

Os mesmos limites foram aplicados ao pronunciamento do presidente em rede nacional de rádio e televisão. Para transmitir a fala, Lula precisou receber autorização. No discurso de 3 minutos e 43 segundos exibido no domingo (6), ele abordou a soberania nacional e defendeu a exploração de recursos naturais brasileiros, incluindo minerais críticos.

Sem fazer referências diretas que pudessem ser confundidas com campanha, Lula falou em driblar interferências estrangeiras e mencionou temas ligados ao mandato, como o fim da jornada 6×1. Em 2022, Jair Bolsonaro não fez pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, mas adotou tom de campanha no dia do desfile, com discurso e pedidos de voto em um trio elétrico.

O governo usou como mote da cerimônia a frase “A Força que Une o Brasil”, colocada em peças e materiais na Esplanada dos Ministérios, onde ocorreu o evento. No ano passado, nenhum ministro do Supremo compareceu ao desfile.

Enquanto Lula participou do ato oficial em Brasília, adversários organizaram manifestações em outras partes do país. Flávio Bolsonaro, principal rival do presidente, capitaneou uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. A última pesquisa Datafolha apontou empate técnico entre os dois, em um momento de busca por mudança de posição na corrida pela Presidência.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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