Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Fachin reúne apurações no STF enquanto OAB pede esclarecimentos sobre relatório da PF

Beto Simonetti defendeu respostas rápidas e transparência após mensagens ligarem Alexandre de Moraes a Daniel Vorcaro.

Fachin reúne apurações no STF enquanto OAB pede esclarecimentos sobre relatório da PF
Foto: OAB/Divulgação/Estadão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, reuniu em um procedimento separado as duas frentes abertas após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) e passou a conduzir a apuração. Ele também pediu esclarecimentos às autoridades envolvidas.

O documento identificou o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em mensagens encontradas no celular do empresário. Produzido pela PF por determinação do ministro André Mendonça, o relatório teve o sigilo retirado na última terça-feira.

A divulgação do material provocou uma crise no STF. Moraes questionou a forma como a apuração foi realizada e requisitou, com base no inquérito das fake news, relatórios de inteligência da PF sobre ministros da Corte. Entre os documentos solicitados estavam materiais relacionados à atuação de Mendonça.

OAB cobra posicionamento

Diante do episódio, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, pediu ao STF respostas que, segundo ele, são necessárias para recuperar a confiança da sociedade nas instituições.

“Precisamos de respostas rápidas e claras do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Simonetti em vídeo publicado neste domingo, 7. Ele disse que o esclarecimento não deve enfraquecer a Corte, mas contribuir para preservá-la, porque a confiança institucional é indispensável à estabilidade social e democrática do país.

Simonetti também declarou que nenhuma instituição deve abrir mão da admiração e da confiança da sociedade. Para ele, quando essa confiança é abalada, cabe a todos trabalhar para restabelecê-la.

O presidente da OAB afirmou ainda que a confiança precisa ser conquistada com “verdade, transparência, coragem e, sobretudo, isenção”. Na avaliação apresentada por Simonetti, a democracia brasileira depende de instituições que inspirem respeito não apenas pela autoridade que exercem, mas também pela confiança que conseguem conquistar.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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