O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, reuniu em um procedimento separado as duas frentes abertas após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) e passou a conduzir a apuração. Ele também pediu esclarecimentos às autoridades envolvidas.
O documento identificou o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em mensagens encontradas no celular do empresário. Produzido pela PF por determinação do ministro André Mendonça, o relatório teve o sigilo retirado na última terça-feira.
A divulgação do material provocou uma crise no STF. Moraes questionou a forma como a apuração foi realizada e requisitou, com base no inquérito das fake news, relatórios de inteligência da PF sobre ministros da Corte. Entre os documentos solicitados estavam materiais relacionados à atuação de Mendonça.
OAB cobra posicionamento
Diante do episódio, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, pediu ao STF respostas que, segundo ele, são necessárias para recuperar a confiança da sociedade nas instituições.
“Precisamos de respostas rápidas e claras do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Simonetti em vídeo publicado neste domingo, 7. Ele disse que o esclarecimento não deve enfraquecer a Corte, mas contribuir para preservá-la, porque a confiança institucional é indispensável à estabilidade social e democrática do país.
Simonetti também declarou que nenhuma instituição deve abrir mão da admiração e da confiança da sociedade. Para ele, quando essa confiança é abalada, cabe a todos trabalhar para restabelecê-la.
O presidente da OAB afirmou ainda que a confiança precisa ser conquistada com “verdade, transparência, coragem e, sobretudo, isenção”. Na avaliação apresentada por Simonetti, a democracia brasileira depende de instituições que inspirem respeito não apenas pela autoridade que exercem, mas também pela confiança que conseguem conquistar.



