Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Marco Aurélio critica pedido de nulidade de relatório da Polícia Federal

Ministro aposentado do STF afirmou que a medida contraria regras processuais e defendeu a atuação de André Mendonça no caso.

Marco Aurélio critica pedido de nulidade de relatório da Polícia Federal

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou que um eventual pedido de nulidade do procedimento relacionado ao relatório da Polícia Federal contraria as regras processuais. A declaração ocorreu neste sábado (5), em meio à crise envolvendo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.

Mello disse ter ficado “atônito” com a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu a anulação do relatório. Para o ex-ministro, a sociedade brasileira precisa de esclarecimentos sobre as mensagens divulgadas na última terça-feira (1°), e a nulidade do processo estaria em desacordo com o Direito Processual.

O ministro aposentado também destacou que Gonet aparece no relatório em uma conversa com Vorcaro, intermediada pelo advogado Ciro Soares. Moraes também é citado nas mensagens, mas ainda não se pronunciou oficialmente sobre o conteúdo.

Atuação de André Mendonça

Marco Aurélio defendeu a condução do caso pelo ministro André Mendonça, responsável por retirar o sigilo do documento da Polícia Federal e encaminhá-lo à Procuradoria-Geral da República. “Pedir nulidade não se coaduna com o direito instrumental”, afirmou.

O ex-ministro avaliou que o momento vivido pelo Supremo representa uma “inversão de valores” e declarou que Mendonça agiu como deveria ao enviar o relatório à PGR.

O documento da Polícia Federal registrou encontros entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. De acordo com o material, o primeiro contato entre Moraes e Vorcaro foi intermediado em 2023 pelo ex-ministro das Comunicações no governo Bolsonaro, Fábio Faria, que teria enviado a Vorcaro o número de telefone do ministro.

Em 2 de fevereiro de 2024, as mensagens analisadas indicam um jantar entre Moraes e Vorcaro, com a presença das esposas dos dois. Outros encontros teriam ocorrido em novembro de 2024. Em março de 2025, Vorcaro informou à esposa e depois a um diretor do Banco Central que estava com Moraes. No mês seguinte, disse que iria encontrar o ministro “perto de casa”.

A PGR argumentou que a investigação não poderia ter avançado daquela maneira sem provocação do Ministério Público e questionou o tratamento dado a informações envolvendo autoridades com foro no Supremo.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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