Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Exames de DNA vão identificar vítimas de incêndio em Capanema

Polícia Científica do Pará coletou amostras dos corpos carbonizados e de familiares; liberação depende da confirmação genética.

Exames de DNA vão identificar vítimas de incêndio em Capanema

Os corpos das quatro pessoas da mesma família que morreram em um incêndio em Capanema, no nordeste do Pará, passarão por exames de DNA para confirmar as identidades. A Polícia Científica do Pará informou nesta segunda-feira (7) que os corpos estavam carbonizados e que foi necessário recolher material para a análise genética.

Familiares forneceram amostras no fim da tarde de segunda-feira (7). O material será comparado com o que foi coletado nos corpos. A liberação para as famílias só ocorrerá depois da conclusão dos exames.

As vítimas morreram na noite de sábado (5), quando o fogo atingiu um imóvel onde funcionavam uma loja de peças e acessórios para veículos e a residência da família. José Ribeiro Soares, de 48 anos, era proprietário da Loja do Soares. Também morreram Dieli Damasceno, de 35 anos, e as crianças Maria Valentina, de 8 anos, e José Pietro, de 10 anos. Dieli era namorada de José e estava grávida.

O estabelecimento ficava na parte frontal do imóvel, na entrada do bairro São José. As chamas começaram na loja e avançaram para o segundo andar, onde a família morava. O local armazenava muitos pneus e outros materiais. A possibilidade de um curto-circuito está entre as suspeitas, mas ainda não foi confirmada oficialmente.

Tentativas de resgate

José, Dieli e as duas crianças ficaram presos no segundo andar por causa do fogo e da fumaça. Eles apareceram em uma janela e pediram ajuda. Moradores tentaram chegar ao pavimento superior com escadas, mas o calor e a fumaça impediram o acesso. Algumas pessoas que participaram do resgate chegaram a desmaiar.

Equipes do 19º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar atuaram durante a madrugada de domingo (6) para controlar o incêndio e impedir que atingisse imóveis próximos. Depois, os bombeiros fizeram o rescaldo. Como a estrutura ficou comprometida e havia risco de desabamento, uma retroescavadeira demoliu parte do prédio.

Investigação

A Polícia Científica também periciou o imóvel para esclarecer como o incêndio começou e de que forma as chamas se espalharam. O laudo sobre as causas tem prazo de 10 dias úteis, com possibilidade de prorrogação devido à complexidade do caso.

A Polícia Civil registrou a ocorrência na Delegacia de Capanema e acompanha a investigação. A hipótese de curto-circuito permanece pendente da conclusão da perícia.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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