O goleiro Vozinha, de Cabo Verde, afirmou que perdeu parte da privacidade depois de se tornar um dos destaques da Copa do Mundo de 2026. Aos 40 anos, o jogador disse que preferia a rotina discreta que mantinha antes da repercussão internacional obtida com a seleção africana.
A mudança ocorreu após o empate sem gols com a Espanha. As defesas do camisa 1 tiveram ampla repercussão nas transmissões, e o perfil do atleta no Instagram passou de 50 mil para mais de 1 milhão de seguidores em poucas horas. O aumento da exposição também trouxe abordagens de fãs e gravações sem autorização em locais públicos.
"Perdi minha paz e tranquilidade. Não tenho mais privacidade, ou pelo menos muito menos do que antes", declarou Vozinha. O goleiro afirmou ainda que escolheria a vida anterior caso pudesse optar entre a rotina atual e a que tinha antes da fama.
Critérios para parcerias comerciais
Recém-contratado pelo Colo-Colo, do Chile, Vozinha também relatou que tem sido seletivo com as oportunidades comerciais surgidas após o Mundial. O jogador desativou as notificações do celular para reduzir as distrações digitais e aceitou apenas uma ação pontual com uma empresa de telefonia.
O atleta disse que, neste momento, não pretende trabalhar com marcas de tabaco, álcool ou apostas. "Não sei que ofertas podem surgir no futuro, mas por enquanto não quero trabalhar com nenhuma marca de tabaco, álcool ou apostas", afirmou.
Cabo Verde foi eliminado na prorrogação contra a Argentina, na segunda fase, e encerrou sua estreia em Copas sem derrotas no tempo regulamentar. Para Vozinha, o reconhecimento alcançado deve ser associado ao trabalho coletivo da equipe.
O goleiro também declarou que espera que o legado da participação no Mundial contribua para melhorias estruturais em Cabo Verde, com avanços sociais e melhores condições de vida para a população do país.



