O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (17) que o Brasil poderá registrar, em 2026, um novo recorde no saldo da balança comercial. A previsão é de um superávit superior a US$ 90 bilhões, mesmo com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
Em sabatina na RedeTV!, Alckmin atribuiu a projeção à abertura de mais de 600 novos mercados para produtos brasileiros. Segundo ele, a ampliação da inserção internacional reduziu a dependência comercial do Brasil em relação aos Estados Unidos.
O vice-presidente citou o andamento dos acordos entre Mercosul e Canadá e entre Mercosul e Japão. Também mencionou o aumento de linhas tarifárias negociadas com Índia e México como parte da estratégia de diversificação das relações comerciais.
Apesar da redução da dependência, Alckmin afirmou que o mercado americano permanece relevante. Os Estados Unidos compram produtos manufaturados e commodities brasileiras, o que, na avaliação dele, mantém a importância das negociações relacionadas ao tarifaço.
O governo brasileiro, disse Alckmin, continua trabalhando para reverter a medida. “Os Estados Unidos são uma grande economia e que compra muita manufatura, não só commodities, então ele é importante e nós não desistimos”, declarou.
A estimativa para 2026 reúne a expectativa de crescimento do saldo comercial, a expansão dos mercados externos e a continuidade das tratativas no âmbito do Mercosul e com os Estados Unidos.



