Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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ANJL rompe parceria com Sportradar após MP que proíbe apostas esportivas

Entidade afirma que encerrará plataformas de integridade esportiva e critica a proibição das bets pelo governo federal.

ANJL rompe parceria com Sportradar após MP que proíbe apostas esportivas
Foto: LeoPatrizi/Getty Images

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) rompeu o acordo com a Sportradar para prevenção e combate à manipulação de resultados esportivos no Brasil. A decisão ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar uma Medida Provisória (MP) que proíbe as bets no país, sob o argumento de que as apostas podem causar dependência e aumentar o endividamento das famílias.

A ANJL notificou extrajudicialmente a Sportradar sobre o encerramento da parceria neste sábado, 26. Com o fim do mercado regulado de apostas, a entidade informou que deixará de manter duas plataformas de treinamento sobre integridade esportiva.

Parceria e plataformas

O acordo entre a ANJL e a Sportradar havia sido firmado em fevereiro, a partir de uma parceria anterior com o Ministério do Esporte, assinada em setembro de 2025. As plataformas educacionais eram destinadas a agentes do esporte e autoridades envolvidas no monitoramento, na detecção e no recebimento de denúncias relacionadas à manipulação de resultados.

Os conteúdos incluíam módulos sobre os riscos das apostas, monitoramento e detecção, regras e regulamentos e canais de denúncia. Para Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, o encerramento é uma consequência da medida provisória. “Perdem o esporte, os atletas e também os apostadores, que migrarão para plataformas ilegais e ainda estarão sujeitos a resultados manipulados nas apostas”, afirmou.

Argumentos da entidade

Plínio Lemos Jorge declarou que as apostas continuarão sendo realizadas no Brasil por meio de plataformas ilegais, apesar da proibição. Segundo ele, essas empresas não demonstram preocupação com casos de manipulação de resultados, enquanto essa seria uma preocupação permanente das empresas legalizadas.

A medida provisória também determinou o bloqueio imediato de novos aportes nas contas utilizadas pelas plataformas para receber recursos dos apostadores. O texto estabeleceu ainda um cronograma para o saque e a devolução de saldos remanescentes.

Entre as justificativas apresentadas pelo governo federal estão a possibilidade de dependência, classificada na área da saúde como ludopatia, o aumento do endividamento das famílias e a retirada de recursos da economia. A proibição foi anunciada a nove dias das eleições.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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