Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Nike perde valor e fica mais vulnerável a uma saída do Dow Jones

A fabricante será retirada do S&P 100 em setembro, enquanto o recuo das ações aumenta as dúvidas sobre sua permanência no Dow.

Nike perde valor e fica mais vulnerável a uma saída do Dow Jones

A Nike será retirada do S&P 100 antes da abertura do mercado em 21 de setembro, informou a S&P Dow Jones Indices. A mudança ocorrerá no rebalanceamento trimestral do indicador, após 18 anos de permanência entre as empresas que o compõem.

A saída ocorre em meio à perda de 80% no valor de mercado da fabricante de artigos esportivos. Analistas relacionam o recuo às dificuldades acumuladas nos últimos cinco anos, incluindo a desaceleração das vendas atribuída à falta de inovação e à concorrência de marcas emergentes.

Pressão sobre a permanência no Dow

A situação também colocou em dúvida a presença da Nike no Dow Jones Industrial Average, índice americano de ações de primeira linha com mais de 130 anos de história. Desde que passou a integrar o indicador, em 2013, os papéis da companhia avançaram apenas 5%, enquanto o S&P 500 mais que quadruplicou no mesmo período.

Negociadas recentemente a US$36, as ações passaram a representar o menor peso entre os 30 componentes do Dow, índice calculado com base no preço dos papéis. A participação da Nike é de 0,4%, e a empresa também tem o pior desempenho do indicador neste ano.

Em uma análise das dez mudanças feitas no Dow desde 2013, pelo menos metade envolveu a retirada da ação que tinha o menor peso no índice naquele momento. O histórico, porém, não determina automaticamente uma nova exclusão: o Dow não estabelece uma regra mecânica baseada em um limite específico para retirar ou incluir empresas.

“Observando o histórico, provavelmente é uma candidata à exclusão”, afirmou Josh Bischoff, sócio e chefe de operações de mercado da TimesSquare Capital Management. Shay Boloor, estrategista-chefe de mercado da Futurum Equities, disse que as chances de retirada são maiores ao longo dos próximos 12 meses, embora seja difícil prever a decisão.

A queda das ações acompanha um período prolongado de dificuldades. Elliott Hill retornou à Nike em 2024 para liderar uma reestruturação. Em uma teleconferência de resultados em junho, o presidente-executivo afirmou que a empresa atua em um ambiente macroeconômico mais complexo, com maior pressão sobre o fluxo de consumidores nas lojas e sobre os gastos discricionários nos mercados em que opera. A Nike não comentou o assunto.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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