Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (30), com o mercado acompanhando a continuidade das tensões no Oriente Médio e relatos de novos ataques no Estreito de Ormuz. O WTI para novembro subiu 1,16%, a US$ 90,42, enquanto o Brent para dezembro avançou 1,94%, a US$ 98,03.
No acumulado de setembro, o WTI registrou alta de quase 6%, e o Brent, de cerca de 7%. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI ganhou US$ 1,04. O Brent, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), teve alta de US$ 1,87 por barril.
O diferencial entre os dois contratos atingiu o maior nível em quatro meses. Também foram monitorados sinais de que os Estados Unidos podem restringir as exportações de diesel e a decisão da Rússia de manter até o fim de outubro a proibição relacionada ao produto. Para Phil Flynn, analista do Price Futures Group, “Isso cria uma escassez na Europa que vem sendo suprida, em grande parte, por exportações de petróleo dos EUA”.
Incidentes e dados de oferta
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um navio-tanque foi atingido por um projétil de origem desconhecida no Estreito de Ormuz. O caso está sob investigação.
No Irã, uma explosão destruiu um prédio residencial em Mashhad e deixou duas pessoas feridas, conforme a emissora estatal IRIB. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reuniu autoridades de segurança em caráter emergencial após um incidente envolvendo um pouso de emergência na Arábia Saudita.
Apesar das tensões, analistas apontaram que as exportações de petróleo do Oriente Médio voltaram aos níveis anteriores à guerra, impulsionadas pelo uso de oleodutos alternativos ao Estreito de Ormuz.
Nos Estados Unidos, dados semanais do Departamento de Energia mostraram aumento inesperado nos estoques de petróleo, forte queda nos estoques de gasolina e redução acima do previsto nos estoques de destilados.



