A chegada de Hakim Ziyech ao Rio de Janeiro foi marcada por três horas de atraso e tumulto no Aeroporto Antônio Carlos Jobim, na noite desta terça-feira (8). O atacante é o novo reforço do Botafogo.
Quando apareceu no saguão, Ziyech foi conduzido por um grupo identificado como a principal facção da torcida do clube até torcedores que aguardavam junto à grade. A movimentação ocorreu à frente dos profissionais de imprensa e impediu que os jornalistas ouvissem o jogador e registrassem sua primeira manifestação aos torcedores do Botafogo.
O marroquino recebeu e vestiu uma camisa da facção. Depois, fez o símbolo associado ao grupo. A ação ocorreu durante o ritual de apresentação no aeroporto e evidenciou a influência da torcida organizada na chegada do reforço à SAF Botafogo.
Cânticos no aeroporto
Cerca de 150 pessoas acompanharam a recepção na área de acesso ao salão nobre. Antes da aparição do atacante, foram entoados cânticos sobre a origem do jogador e sua chegada ao Rio. Entre eles estava: “Ô, Maomé, ô, Maomé, veio para o Rio e terminou no candomblé…”.
Na sequência, parte dos presentes cantou “Ah, é homem-bomba, ah, é homem-bomba”. O texto descreve as manifestações como xenofóbicas e politicamente incorretas.
Trajetória de Ziyech
O Botafogo já havia tentado contratar o atacante anteriormente, mas Ziyech demonstrou preocupação com a qualidade dos gramados do Brasil e recuou nas negociações. As conversas foram retomadas depois que ele rescindiu com o Wydad Casablanca, do Marrocos.
Filho de pais marroquinos, Hakim Ziyech nasceu na Holanda e começou a carreira no país. Revelado pelo Heerenveen, também jogou por Twente e Ajax. Pelo Ajax, destacou-se na campanha que levou o clube à semifinal da Liga dos Campeões na temporada 2018/19.
O desempenho abriu caminho para a transferência ao Chelsea. Na equipe inglesa, Ziyech oscilou, mas conquistou a Liga dos Campeões de 2020/21.



