O Corinthians negocia com uma empresa de educação financeira a ocupação de um espaço em seu uniforme. A conversa ocorre enquanto o clube avalia o futuro do contrato máster com a Esportes da Sorte e os impactos financeiros da Medida Provisória que proibiu as atividades de casas de apostas no Brasil.
O nome da empresa não foi divulgado. A proposta inicial prevê uma estampa pontual no espaço máster da camisa, mas também estão em análise a utilização de outra propriedade do uniforme ou a manutenção da parceria por um período mais longo.
Uma das possibilidades consideradas é associar a marca a uma campanha de educação financeira e conscientização sobre o uso responsável de apostas. Essa iniciativa poderia continuar mesmo se as casas de apostas voltassem ao mercado nacional.
As tratativas são conduzidas pelos departamentos de marketing e financeiro do Corinthians, diretamente com executivos da empresa. Até o momento, a possível patrocinadora permanece em sigilo, e a área do uniforme destinada à marca ainda pode mudar.
Incerteza sobre contrato máster
A busca por uma alternativa ocorre enquanto o vínculo com a Esportes da Sorte permanece incerto. O contrato é válido até o fim de 2029 e estabelece o pagamento de R$ 150 milhões fixos por ano, além de R$ 10 milhões para ativações e metas.
Se o veto às casas de apostas for mantido de forma definitiva, o Corinthians poderá deixar de receber cerca de R$ 450 milhões em receitas fixas até o fim do acordo, considerando o período restante do vínculo.
A negociação com a empresa de educação financeira ainda não foi concluída. Por isso, os detalhes sobre a propriedade do uniforme e o formato da parceria podem ser alterados.



