O CSA foi eliminado da disputa pelo acesso à Série C depois de empatar por 0 a 0 com o Nacional, na quinta-feira, no Estádio Rei Pelé. Antes da partida decisiva, o clube não conseguiu quitar direitos de imagem atrasados dos jogadores, como havia planejado, por causa de novos bloqueios judiciais em suas contas.
O executivo de futebol Carlos Bonatelli afirmou que a situação financeira afetou o trabalho do clube na reta final da temporada. Um dos bloqueios estava relacionado a um atleta que havia passado pelo CSA dois anos antes. Segundo o dirigente, a medida atingiu a conta do jogador que esteve no clube no início de 2024 e comprometeu o planejamento de pagamento.
“Sem dúvida nenhuma, a situação financeira acaba sendo um complicador no dia a dia”, declarou Bonatelli. Ele disse que a diretoria pretendia fazer o pagamento dos atletas na própria quinta-feira, mas foi surpreendida pelo bloqueio entre a véspera e o dia do confronto.
Pendências judiciais
O dirigente relatou que outros bloqueios ocorreram durante o período. O departamento jurídico do CSA, afirmou, trabalhou para resolver as pendências o mais rapidamente possível, enquanto a diretoria tentava manter o planejamento financeiro para o encerramento da temporada.
Bonatelli também lamentou que uma das medidas tenha ocorrido pouco antes do jogo contra o Nacional. De acordo com ele, havia um esforço para quitar os débitos, mas o bloqueio surgiu justamente antes da partida que definiria a continuidade do time na competição.
Com a eliminação, o CSA agora precisa concluir as obrigações relacionadas a 2026. O executivo disse que o clube deve encerrar o ciclo e cumprir as tarefas previstas para o fim da temporada.
As decisões sobre a estrutura do departamento de futebol serão tomadas depois. Bonatelli afirmou que o CSA ainda vai definir quem ficará à frente do setor e quais medidas serão adotadas para o futuro.



