O coordenador de futebol Gum explicou como o CRB reorganizou o trabalho durante a Série B e conseguiu recuperar a equipe após enfrentar dificuldades ao longo da temporada. Ídolo do clube alagoano e do Fluminense, ele atua como elo entre jogadores, comissão técnica e diretoria.
Para Gum, acompanhar futebol e gostar da modalidade não é suficiente para administrar os desafios de um clube profissional. Ele comparou a função à construção de uma casa: conhecer as etapas é diferente de executar o trabalho. O dirigente afirmou que o aprendizado é permanente e que o futebol exige conhecimento específico, principalmente nos períodos de dificuldade.
Integração entre os setores
Na avaliação do coordenador, o CRB tinha um elenco bem montado, mas foi prejudicado por lesões, por um grupo considerado curto e pela preparação reduzida de alguns jogadores. A intensidade da Série B também foi apontada como um fator que exigiu atenção especial.
Gum afirmou que o desempenho da equipe depende do equilíbrio entre os aspectos técnico, físico, tático e mental. Depois da mudança na comissão técnica e da chegada de PC Gusmão à área executiva, o clube passou a integrar melhor os diferentes setores do departamento de futebol.
O trabalho envolveu o campo e também a preparação física, a disciplina e o aspecto emocional dos atletas. Para o dirigente, a execução coletiva das orientações do treinador é essencial para evitar espaços e desequilíbrios durante as partidas. “O que é certo é o que o treinador está pedindo”, afirmou Gum.
O coordenador avaliou que o CRB poderia ter tido uma campanha mais tranquila se esse alinhamento estivesse presente desde o começo. Ele disse que a equipe poderia estar em uma posição intermediária da tabela, sem passar pelo sufoco registrado em parte da competição.
Experiência e apoio da torcida
Com a aproximação da reta final da Série B, Gum aposta na experiência dos jogadores para os momentos decisivos. Ele também afirmou que atletas contratados recentemente podem ser importantes para o futuro do clube, mesmo que alguns não apresentem imediatamente o desempenho esperado.
Ao falar com a torcida regatiana, o coordenador destacou o impacto do apoio das arquibancadas sobre o ambiente das partidas. Segundo ele, a pressão pode atingir adversários, arbitragem e até os próprios jogadores do CRB.
Gum pediu que os torcedores continuem apoiando a equipe na reta final. Para ele, esse incentivo pode ajudar o time a buscar os resultados, em conjunto com o trabalho desenvolvido pelo clube e com o desempenho apresentado em campo.



