DEBRECEN — A Irlanda venceu Israel por 3 a 0 neste domingo (27), pela Liga das Nações, em uma partida disputada com portões fechados e presença mínima de público. O confronto ocorreu em campo neutro, na cidade húngara de Debrecen, em meio à tensão política relacionada ao conflito israelo-palestino.
Antes do jogo, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, criticou a posição da Irlanda em relação ao país. Em uma publicação no X, ele comparou a postura irlandesa atual à saudação nazista feita pela seleção da Irlanda durante um amistoso contra a Alemanha, em Bremen, em 1939.
“Naquela época, eles fizeram a saudação nazista. Desta vez, eles apoiam o terrorismo palestino”, afirmou Saar. O ministro também acusou a Irlanda de manter um “talento peculiar para se encontrar do lado errado da história”.
Medidas antes da partida
Os jogadores da Irlanda votaram por ampla maioria a favor da participação no duelo. Apenas o goleiro Gavin Bazunu decidiu não entrar em campo contra Israel.
A Federação Irlandesa de Futebol adotou medidas de oposição ao conflito sem provocar possíveis punições da Uefa. Os atletas usaram braçadeiras pretas em homenagem às vítimas, não participaram de apertos de mão nem trocaram flâmulas antes do início da partida. Eles também não concederam entrevistas.
A transmissão da emissora pública RTÉ foi feita sem comentários ao vivo. Do lado israelense, a Federação Israelense de Futebol celebrou a realização do jogo com a mensagem de que “o futebol venceu”. Em comunicado, a entidade afirmou que aqueles que queriam intimidar, dividir e transformar o campo em uma arena política foram os que perderam.
A Irlanda reconheceu oficialmente o Estado da Palestina em 2024, junto com Espanha e Noruega, e mantém uma posição crítica em relação às políticas de Israel. O próximo encontro entre as seleções está marcado para 4 de outubro, em Bağa Topola, na Sérvia. A partida também será realizada em campo neutro e com portões fechados.



