A Premier League responsabilizou o Manchester City pelas 115 acusações analisadas por uma comissão independente e afirmou que o clube cometeu infrações financeiras ao longo de nove anos. O time contestou a decisão e anunciou que vai recorrer.
O caso envolve as temporadas 2009/10 e 2017/18. De acordo com a liga, o clube assinou contratos fictícios com parceiros comerciais para aumentar artificialmente suas receitas e reduzir custos em mais de 900 milhões de libras, valor estimado em R$ 6,2 bilhões na cotação atual.
A Premier League também afirmou que o Manchester City ultrapassou os limites de gastos da própria competição e os estabelecidos pela União das Associações Europeias de Futebol (Uefa). A liga acusou ainda o clube de agir de má-fé e de não cooperar com a investigação, iniciada em dezembro de 2018.
Segundo o comunicado, os acordos comerciais envolviam patrocinadores que pagavam apenas parte dos valores correspondentes. O restante, conforme a liga, era financiado pela Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd (ADUG), proprietária do clube. A Premier League descreveu o mecanismo como um esquema de financiamento disfarçado.
Posição do clube
O Manchester City disse estar decepcionado com a decisão e negou as acusações. Em comunicado, afirmou que possui provas para sustentar sua defesa e que atuará nos fóruns regulatórios e jurídicos apropriados.
Do total de acusações, 80 são relacionadas a infrações financeiras e 35 à falta de cooperação durante a investigação. Richard Masters, CEO da Premier League, afirmou que a decisão estabelece os fatos sobre o período analisado e detalha violações sistemáticas das regras da competição.



