SÃO PAULO — O Osasco São Cristóvão Saúde pediu à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) uma regra de transição para que Tifanny Abreu possa disputar a Superliga 2026/27. A solicitação considera que a oposta renovou contrato antes da mudança na política de elegibilidade da entidade e já integrava o planejamento do clube para a temporada.
A CBV informou que, neste momento, não aceita alterar a decisão. O tema foi tratado durante o lançamento da nova temporada da competição, realizado nesta quinta-feira (1/10), em São Paulo. Tifanny participou do evento e disse esperar uma solução por meio do diálogo, mas admitiu recorrer à Justiça se não houver acordo.
"Quero terminar minha temporada. Dez anos atuando. Dez anos que eu inspirei muitas pessoas", afirmou a jogadora. Em outra declaração, resumiu a possibilidade de buscar uma decisão judicial: "Se não for com uma boa conversa, que seja na Justiça".
Mudança na política de elegibilidade
A CBV anunciou a nova política em 14 de agosto. A norma adota critérios alinhados às políticas do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).
O documento estabelece critérios para a categoria feminina e prevê a testagem e a triagem do gene SRY, com as exceções descritas na própria política. As regras valem para competições nacionais organizadas pela CBV, incluindo as Superligas A e B 2026/27, a Supercopa 2026 e a Copa Brasil 2027.
A mudança ocorreu pouco depois de o Osasco anunciar, em julho, a renovação de Tifanny para a temporada 2026/27. O planejamento divulgado pelo clube previa a participação da atleta no Campeonato Paulista, na Copa Brasil e na Superliga.
Tifanny defende o Osasco desde 2021. Na temporada 2024/25, integrou o elenco campeão da Superliga, do Campeonato Paulista e da Copa Brasil. No ciclo seguinte, conquistou novamente a Copa Brasil e também a Supercopa.
A jogadora ainda pode disputar o Campeonato Paulista de 2026. O torneio começou antes da divulgação da política da CBV, e a Federação Paulista de Voleibol decidiu manter as normas vigentes no início da competição.
Aos 41 anos, Tifanny relaciona o pedido de transição ao desejo de encerrar em quadra uma trajetória iniciada no vôlei feminino brasileiro em 2017. Ela também afirmou que sua presença no lançamento da Superliga serviu para reivindicar seu espaço na modalidade.



