Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Polícia investiga crédito de Max na recuperação judicial do Vasco

Apuração da Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro analisa a origem e a elevação do crédito trabalhista incluído no processo.

Polícia investiga crédito de Max na recuperação judicial do Vasco
Foto: Dikran Sahagian/Vasco Foto: Dikran Sahagian/Vasco/RTI Esporte

A Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro investiga uma possível fraude na inclusão de um crédito trabalhista do ex-jogador Max no processo de recuperação judicial do Vasco. A apuração começou em maio, após uma denúncia anônima encaminhada ao Ministério Público.

O principal ponto analisado é a diferença entre o valor discutido na Justiça do Trabalho e o montante relacionado na recuperação judicial. O crédito, inicialmente estimado em cerca de R$ 2,5 milhões, foi incluído por aproximadamente R$ 8 milhões. A polícia busca esclarecer como a quantia foi calculada e incorporada à relação de credores enquanto a ação trabalhista ainda estava em tramitação.

Pessoas ouvidas e relação com o clube

Max prestou depoimento, assim como o ex-diretor financeiro Gabriel Souza e a ex-diretora jurídica Bianca Reis. Pedrinho e Alan Belaciano também foram intimados.

A relação entre Max e Belaciano entrou na investigação porque, em 2016, quando o processo trabalhista foi ajuizado, Belaciano era advogado do ex-jogador. Atualmente, ele preside a Assembleia Geral do Vasco. Belaciano afirma que deixou de representar Max ao assumir a função no clube e que, depois disso, apenas aproximou o atleta dos advogados dos credores, a pedido do então CEO Carlos Amodeo.

Em nota, Belaciano negou ter participado da definição do crédito e afirmou não ser investigado. “Eu não sou investigado, não negociei valores e não fiz cálculos na recuperação judicial”, declarou. Segundo ele, os valores e as condições foram definidos pelos escritórios contratados para conduzir o processo.

Contestação do valor

Em janeiro, Bianca Reis assinou uma petição concordando com o valor de aproximadamente R$ 8 milhões, posteriormente incluído no plano. Depois do rompimento na diretoria, a SAF pediu a impugnação da mesma petição sem avisar o presidente Pedrinho.

A diferença entre os valores provocou uma contestação da diretoria do Vasco. As autoridades devem analisar documentos, manifestações processuais e depoimentos para esclarecer os critérios usados e a participação de cada envolvido.

A denúncia surgiu após o rompimento entre integrantes da estrutura do clube e durante um período eleitoral. Bianca Reis, Felipe Carregal e Silvio Almeida eram responsáveis por fiscalizar o processo.

Até o momento, a investigação não estabeleceu responsabilidade criminal dos envolvidos. O inquérito continua em andamento, enquanto a validade e o valor do crédito permanecem sujeitos à análise das instâncias responsáveis pela recuperação judicial.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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