A Red Bull reconheceu que o RB22 perde desempenho durante as sessões e as corridas, sobretudo no eixo traseiro. O chefe da equipe, Laurent Mekies, afirmou que o problema reclamado por Max Verstappen é conhecido, mas ainda não foi totalmente compreendido pelos engenheiros.
A dificuldade voltou a aparecer no GP da Itália, quando Verstappen descreveu o carro como “um carro feito de papel”. O piloto também sustenta que a queda de rendimento ocorre há anos e tem reclamado do comportamento do monoposto ao longo da temporada de 2026.
“Max está certo ao dizer que existe uma degradação de desempenho do carro durante a sessão e a corrida. Ele também tem razão ao dizer que não é um problema novo”, disse Mekies.
Correção depende de novo projeto
A equipe testou medidas para reduzir a perda de desempenho e avançou na análise durante os GPs de Monza e Madri. Ainda assim, não há uma solução definitiva instalada no carro.
“Não temos todas as soluções no carro ainda, mas confio que estamos no caminho certo”, afirmou o chefe da Red Bull. Segundo Mekies, a resolução não será rápida e o problema pode continuar acompanhando a equipe até o próximo ano.
A avaliação indica que parte das correções dependerá de alterações mais profundas no projeto previsto para 2027. Até o encerramento da temporada atual, a Red Bull terá limitações para fazer mudanças maiores no RB22, enquanto o desenvolvimento da próxima geração de monopostos já ocupa espaço dentro da equipe.
Com isso, a perda de desempenho pode voltar a afetar o carro nas próximas etapas. Verstappen busca ao menos uma vitória em 2026. Desde que foi promovido à Red Bull, em 2016, o piloto holandês venceu pelo menos uma corrida em todas as temporadas.



