Durante a vitória do Al-Hilal por 6 a 0 sobre o Al-Taawon, no sábado (13), Rúben Neves foi alvo de provocações da torcida adversária. Das arquibancadas, torcedores repetiram o nome de Diogo Jota, que morreu em um acidente de carro no ano passado.
Neves tinha uma amizade próxima com Jota e já havia demonstrado carinho pelo ex-companheiro. O meio-campista também fez uma tatuagem em homenagem ao ex-atacante. Depois dos gritos, respondeu aos torcedores e criticou o comportamento nas arquibancadas.
"Só espero que eles não fiquem rezando depois do que fizeram Deus os viu", afirmou Rúben Neves.
As provocações foram condenadas pela imprensa internacional, especialmente em Portugal e na Arábia Saudita. Cristiano Ronaldo, conterrâneo de Neves e astro do futebol, manifestou apoio ao jogador e defendeu que a liga puna os envolvidos.
"A liga precisa agir e punir esse tipo de comportamento dos torcedores", disse Cristiano Ronaldo. Ele afirmou ainda que atitudes desse tipo ultrapassam os limites do futebol e pediu que os responsáveis não sejam autorizados novamente a entrar em estádios.
Saleh Abu Al-Shamat, meio-campista do Al-Ahli, também se posicionou contra os atos. Em uma publicação nas redes sociais, disse que era seu dever, como muçulmano, alertar sobre o episódio. Para ele, a rivalidade não deve servir para atacar as famílias das pessoas ou os mortos.
O jogador relacionou a crítica à representação do Islã e classificou o comportamento de parte da torcida do Al-Taawon como inaceitável.



