Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Vasco avalia ação para contestar licitação do Maracanã

Clube teve pedidos para jogar no estádio negados e questiona a participação de pessoas ligadas ao Flamengo na gestão do complexo.

Vasco avalia ação para contestar licitação do Maracanã
Foto: Pedrinho Vasco ( Reprodução/Vasco TV)/Gávea News

O Vasco da Gama avalia recorrer à Justiça para contestar a licitação que colocou a administração do Maracanã sob responsabilidade do consórcio formado por Flamengo e Fluminense. A decisão é discutida após sucessivas negativas a pedidos do clube para disputar partidas no estádio Jornalista Mário Filho.

A primeira solicitação ocorreu nas quartas de final da Copa do Brasil, contra o Vitória. O Vasco entendia que havia datas disponíveis porque Flamengo e Fluminense já tinham sido eliminados da competição. O consórcio, porém, considerou que o pedido não foi feito em tempo hábil. A tentativa de reverter a decisão por meio judicial não prosperou.

O clube também pediu para enfrentar o Independiente Santa Fé no Maracanã, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, na próxima terça-feira (15), às 19 horas. Houve nova negativa. Depois de conhecer os mandos de campo das semifinais da Copa do Brasil contra o Palmeiras, a diretoria fez outra tentativa e recebeu a mesma resposta, ainda que de maneira informal.

Questionamentos sobre a administração

A insatisfação inclui o entendimento, dentro do Vasco, de que a concorrência não considerou a possibilidade de o clube participar da administração do estádio. O clube também questiona a presença de pessoas ligadas ao Flamengo no consórcio e no Governo do estado do Rio de Janeiro. Para integrantes do Vasco, essa configuração poderia inviabilizar o uso do Maracanã por razões políticas, e não técnicas.

Entre os nomes citados está Luis Felipe de Barros, diretor de operações do consórcio. Ele teria sido indicado por Flávio Willeman, vice-presidente do Flamengo, procurador-geral do Estado e secretário da Casa Civil do Governo do Rio.

A Secretaria de Estado da Casa Civil declarou que Flávio Willeman se considera impedido de tratar de questões relacionadas ao Flamengo ou ao Consórcio Maracanã enquanto ocupa o cargo. A gestão do contrato da licitação está sob responsabilidade de André Legey, subsecretário de Gestão Administrativa e Patrimonial.

O CEO do consórcio, Fred Nantes, afirmou que as recusas ocorreram por razões técnicas e relacionou as decisões às condições do gramado. “Quando recebermos, será avaliado, como foram avaliados os outros pedidos”, disse.

Outro ponto citado pelo Vasco é um memorando de entendimento assinado com Flamengo e Fluminense em 2025. O documento previa de quatro a oito jogos do clube no estádio, além dos clássicos com os dois rivais. A estimativa era de até 19 partidas, mas o acordo não tem validade porque não foi assinado pelo consórcio.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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