Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Vini Jr. e Mbappé evitam apoio a campanha sobre Ceuta na Espanha

Movimento apoiado por clubes da La Liga foi criticado por ativistas migratórios e pela população marroquina como anti-imigratório.

Vini Jr. e Mbappé evitam apoio a campanha sobre Ceuta na Espanha
Foto: Reprodução/YouTube/CazéTV

Vinicius Jr., Kylian Mbappé e Ibrahima Konaté evitaram demonstrar apoio integral a uma campanha exibida durante partidas do Campeonato Espanhol. No jogo do Real Madrid contra o Elche, na terça-feira, 15, os três entraram em campo com a camisa dobrada, escondendo a frase estampada na peça: “todos somos caballas”.

A expressão faz referência aos moradores de Ceuta, cidade autônoma da Espanha localizada no norte da África e na fronteira com Marrocos. O território é descrito como a única conexão terrestre entre a Europa e o continente africano e está no centro das discussões sobre a migração para o continente europeu.

A campanha foi idealizada pela Associação Valenciana de Empresários (AVE) e recebeu o apoio de Elche, Villarreal e Real Betis, clubes da primeira divisão espanhola. O Barcelona decidiu não aderir ao movimento.

A postura de Vini Jr., Mbappé e Konaté recebeu críticas de parte da população espanhola. Em sentido contrário, ativistas ligados às causas migratórias e a população marroquina apoiaram a decisão dos jogadores. Vini Jr. e Mbappé são jogadores do Real Madrid, enquanto Konaté é zagueiro francês. Os dois atletas franceses citados são filhos de imigrantes africanos.

O marroquino Abde Ezzalzouli, jogador da seleção de seu país, também foi alvo de críticas por participar da campanha em uma partida pelo Villarreal. Em uma mensagem nas redes sociais, afirmou que não usou a camisa com objetivos políticos e que o clube não havia explicado a ele do que se tratava o movimento.

A crise na fronteira

No final de julho, mais de 60 mil pessoas atravessaram em 24 horas a fronteira entre Marrocos e Ceuta. O governo espanhol mobilizou o Exército para impedir a passagem dos imigrantes.

Durante os tumultos na fronteira, mais de 70 pessoas morreram afogadas ou pisoteadas. O governo espanhol classificou o episódio como um “ataque” contra a integridade territorial da Espanha.

Alberto Ibáñez, porta-voz da coalizão de esquerda Compromís no Congresso da Espanha, afirmou que a crise migratória em Ceuta não deveria ser usada como pretexto para provocar divisões baseadas na identidade nacional ou incentivar o racismo.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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