Zé Roberto Guimarães planeja encerrar o comando da seleção feminina de vôlei depois dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. A decisão foi confirmada neste domingo, 13, após a equipe vencer a Argentina na final do Sul-Americano, conquistar o título e garantir a classificação olímpica.
Em entrevista ao canal olympics, o treinador afirmou que sua motivação para disputar a próxima Olimpíada vai além da marca de sua décima participação. “O mais importante é representar meu país”, disse Zé Roberto, ao falar sobre o desejo de vestir a camisa da seleção nacional e contribuir com a equipe.
A saída prevista para depois dos Jogos abre espaço para uma possível sucessão por Fofão, ex-atleta comandada por Zé Roberto e campeã olímpica em Pequim, em 2008. A levantadora passou a integrar a comissão técnica em maio deste ano, como auxiliar, e se tornou a primeira mulher a comandar uma seleção brasileira na modalidade.
Fofão mira o comando da seleção
Fofão já havia trabalhado como coordenadora técnica nas categorias de base. Ao comentar o convite em entrevista à FIVB, ela afirmou que a função permite conhecer o trabalho da comissão por outra perspectiva e ampliar sua experiência fora das quadras.
A ex-jogadora também defendeu a presença de mais mulheres em cargos de liderança no vôlei. Para ela, a participação na comissão pode incentivar treinadoras a buscarem objetivos além dos programas de base e das funções de assistente técnica.
A possibilidade de dirigir a seleção no futuro é tratada por Fofão como um sonho. “Todos gostariam de ver uma mulher um dia liderando uma seleção feminina”, afirmou. Ela também disse que, especialmente no Brasil, essa oportunidade ainda não havia acontecido.
Além do ouro olímpico, Fofão integra o Hall da Fama do Vôlei e participou de cinco Jogos Olímpicos.



