O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 22.548.039,13 ao formalizar a candidatura ao Senado por Minas Gerais. Em 2022, quando concorreu ao cargo que ocupa atualmente, havia informado R$ 1.943.933,43 em bens.
A maior parte do valor atual está relacionada a heranças. Segundo nota da assessoria do deputado, R$ 20.972.393,82 correspondem a bens recebidos da mãe, Inês Maria Neves Faria, morta em agosto de 2023, e do pai, Gilberto Faria, também falecido.
Imóveis e aplicações
Os imóveis somam R$ 12.534.617,17. Entre eles estão duas propriedades herdadas da mãe, uma em Santa Catarina e outra no Rio de Janeiro, avaliadas juntas em R$ 8.607.155,06. Também foi declarada uma propriedade rural de R$ 3.618.462,11, além de um apartamento em Belo Horizonte, de R$ 222.000,00, e um terreno rural, de R$ 87.000,00.
A relação inclui ainda R$ 6.032.874,06 em aplicações financeiras provenientes da herança materna. Na categoria de quotas ou quinhões de capital, aparecem R$ 829.468,24, atribuídos à herança da mãe, e R$ 166.660,00, recebidos do pai. Há também uma aplicação de renda fixa de R$ 498.063,96.
As joias herdadas da mãe foram avaliadas em R$ 1.722.773,35. Outros bens declarados incluem R$ 542.390,00 em automóveis e R$ 43.650,00 em peças diversas, como obras de arte e antiguidades.
Em 2022, as aplicações financeiras totalizavam R$ 1.046.419,87. Naquele ano, os imóveis somavam R$ 307.000,00, e os automóveis, R$ 129.890,00.
Disputa ao Senado
Aécio anunciou a candidatura no dia 28 de agosto. Ele preside nacionalmente o PSDB, que inicialmente concorria ao Senado em Minas Gerais com Gustavo Galasse. O candidato deixou a disputa, abrindo espaço para o registro de Aécio.
A legislação permite a substituição de candidatura após desistência de integrante da chapa. A troca também pode ocorrer em caso de morte ou de declaração de inelegibilidade do candidato registrado.
Em nota, a assessoria afirmou que a mudança patrimonial "deve-se, exclusivamente, à herança recebida de sua mãe". Aécio declarou que o Senado deve ter papel central na discussão sobre a dívida de Minas Gerais.



