SÃO PAULO — Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) confirmaram a realização de um debate com candidatos à Presidência na próxima segunda-feira (14), em São Paulo. O encontro foi articulado depois do cancelamento de um debate que teria Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que não confirmaram presença.
A iniciativa também inclui convites a Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A campanha de Renan confirmou o evento, mas não informou como ele será realizado nem o local exato. Caiado afirmou que o debate ocorrerá na sede de um canal do YouTube.
Segundo Caiado, a proposta surgiu após ele procurar Renan ao saber do cancelamento. O candidato disse que os participantes pretendem manter a discussão eleitoral mesmo sem Lula e Flávio. “Vamos fazer uma live [nas redes sociais] nós e manter o debate vivo”, afirmou.
As assessorias de Cury e Zema informaram que os candidatos receberam o convite, mas ainda não confirmaram presença. Em um encontro da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), também em São Paulo, Caiado declarou que a organização já estava acertada entre ele, Zema, Renan e Cury.
Mesmo que Lula e Flávio não participem, Caiado afirmou que os candidatos presentes pretendem formular perguntas direcionadas aos dois. O candidato também disse que intensificará a campanha a partir de segunda-feira, com foco em corrupção e na tentativa de recolocar a disputa eleitoral no centro das discussões.
Críticas ao cenário político
Caiado avaliou que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) favorece Lula e Flávio. Para ele, os dois candidatos estariam usando o cenário para não participar dos debates. “Tudo isso que confunde o processo eleitoral beneficia os dois”, declarou.
O debate cancelado era organizado pelo consórcio de veículos de imprensa “O momento da decisão”. Lula e Flávio também não participaram do primeiro debate entre os candidatos à Presidência, realizado pela Band. Caiado citou ainda que pretende manter o foco da campanha na corrupção e afirmou que a crise do STF não deveria ocultar a disputa eleitoral até 4 de outubro.



