Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Família pede justiça uma semana após morte de jovem em Londrina

Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, foi morta a facadas após reagir a uma tentativa de estupro em uma academia.

Família pede justiça uma semana após morte de jovem em Londrina
Foto: Reprodução

A família de Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, pede justiça uma semana após a jovem ser morta a facadas em uma academia de Londrina, no Norte do Paraná. Segundo a Polícia Civil do Paraná, ela reagiu a uma tentativa de estupro enquanto trabalhava no local.

A morte completa uma semana nesta sexta-feira (17). O pai da jovem, Edivaldo Marques, afirmou que ela gostava de estudar, era querida por todos e desejava entrar na faculdade. Ao lembrar da filha, ele disse: “Minha filha estava ensinando a gente a viver”.

Edivaldo contou que a última conversa com Thaissa ocorreu no dia do crime, quando ela saía para trabalhar. Segundo ele, a jovem se despediu dizendo: “Papai, fica com Deus”.

Prisão e investigação

Gabriel de Andrade, de 21 anos, foi preso em flagrante no mesmo dia. Após o crime, ele deixou o estabelecimento e parou em uma rua próxima por causa de ferimentos na mão. Pessoas que estavam no local o socorreram, e ele afirmou inicialmente que havia sido assaltado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e a Polícia Militar foram acionados para atender à ocorrência. Enquanto as equipes trabalhavam no caso informado como assalto, prestadores de serviço encontraram manchas de sangue na academia e avisaram a polícia. Os agentes foram ao estabelecimento, localizaram o corpo de Thaissa e, depois de ser questionado, o homem confessou o crime.

A polícia informou que o suspeito também teria declarado a intenção de estuprar a jovem e que a matou após não conseguir consumar o ato. Ele foi preso por homicídio qualificado consumado e tentativa de estupro.

No depoimento, Gabriel apresentou versões contraditórias e afirmou não se lembrar de detalhes. Disse recordar apenas que esteve na academia onde o crime ocorreu. Nesta sexta-feira (18), ele permanecia preso.

Posicionamento da defesa

O advogado Antônio Magalhães declarou que acompanha o caso e aguarda o andamento das investigações. A defesa informou que Gabriel tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista e que essa condição deve ser avaliada pelas autoridades, sem ser usada como justificativa para o crime ou associada à violência.

O advogado também afirmou que o acusado colaborou com as autoridades e defendeu a análise conjunta das circunstâncias, com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. A defesa pediu ainda que Gabriel receba, durante a custódia, atendimento compatível com sua condição.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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