SÃO PAULO — O maestro Roberto Tibiriçá morreu aos 72 anos. Ele estava internado em São Paulo e tratava um câncer havia cerca de dois anos. Desde 2022, ocupava os cargos de regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).
Nascido em São Paulo, Tibiriçá dedicou mais de quatro décadas à música. Ao longo da carreira, conduziu orquestras no Brasil e no exterior, em um trabalho marcado pelo rigor artístico, pela proximidade com os músicos e por iniciativas para ampliar o acesso do público à música de concerto.
Trajetória musical
O maestro estudou com Nelson Freire e Gilberto Tinetti. Em 1994, assumiu a direção artística e a regência titular da Orquestra Sinfônica Brasileira. Também ocupava a Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música e era membro honorário da Academia Nacional de Música.
Na Orquestra Sinfônica do Paraná, Tibiriçá esteve à frente da instituição por mais de quatro anos. Nesse período, participou de apresentações em grandes palcos do país e de projetos voltados à aproximação da música com novos públicos.
Durante as comemorações dos 40 anos da OSP, mais de 200 músicos e coralistas se apresentaram no palco do Guairão sob a regência do maestro. A última participação dele no Teatro Guaíra ocorreu em julho deste ano, em um concerto em homenagem a uma das fundadoras da orquestra. Mesmo com a saúde debilitada, ele participou da apresentação.
Tibiriçá continuou trabalhando e conduzindo a orquestra durante o tratamento contra o câncer. Em nota, o Centro Cultural Teatro Guaíra e a Orquestra Sinfônica do Paraná lamentaram a morte do maestro.
“Roberto Tibiriçá deixa o silêncio depois da música, mas também deixa uma obra que continuará a ser ouvida”, afirmaram as instituições.
O velório será realizado em São Paulo.



