Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Polícia do Paraná indicia homem por feminicídio e abandono de bebê

João Vitor Domingues Romeiro foi acusado de matar a médica Gassi Mazia e deixar o filho de oito meses sozinho com o corpo dela.

Polícia do Paraná indicia homem por feminicídio e abandono de bebê
Foto: Redes sociais

A Polícia Civil do Paraná indiciou João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, por feminicídio e abandono de incapaz pela morte da médica Gassi Mazia, de 37 anos. O bebê do casal, de oito meses, foi encontrado sozinho no apartamento onde a mulher foi assassinada.

O crime ocorreu no dia 5 de setembro, em Maringá, no Norte do Paraná. Gassi foi esfaqueada dentro do imóvel em que morava. João foi preso em flagrante em Mandaguari, a 32 quilômetros de Maringá, com ferimentos na região do pescoço.

O inquérito foi concluído e relatado na terça-feira (22). Nesta quinta-feira (24), o Ministério Público do Paraná confirmou o recebimento do procedimento para análise e informou que deve pedir a manutenção da prisão preventiva de João.

Prisão e localização do corpo

O caso chegou à Polícia Militar depois que uma familiar de João ouviu dele a confissão do crime. Segundo o depoimento, na noite de 5 de setembro, ele perguntou por mensagens se ela estava em Mandaguari e depois pediu o endereço da casa.

Ao chegar ao local, ainda dentro do carro, João disse que havia matado Gassi. “Ele falou para mim que ele e a Gassi tinham brigado e que ele tinha matado ela”, afirmou a testemunha à polícia.

A família acionou a Polícia Militar e o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência, porque João estava ferido. Ele recebeu voz de prisão e foi levado a um hospital sob escolta policial.

Depois da prisão, policiais de Maringá foram ao apartamento da médica. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência já estava no endereço e havia confirmado a morte. Um familiar encontrou Gassi caída e de bruços, além do bebê de oito meses. Havia três facas ao lado do corpo, que apresentava aproximadamente 10 marcas de golpes, conforme informou o delegado Adriano Garcia.

Investigação sobre a motivação

Na manifestação em que pediu a conversão da prisão em flagrante para preventiva, o Ministério Público afirmou que João invadiu o imóvel por não aceitar o fim do relacionamento. A Justiça aceitou o pedido no domingo (6).

O órgão também apontou a suspeita de que João tenha permanecido algumas horas com o corpo no local antes de sair e deixar o filho sozinho. A Polícia Civil não divulgou oficialmente a motivação, mas Adriano Garcia informou que o homem tentava reatar o relacionamento com Gassi.

O sepultamento da médica ocorreu na manhã do dia 7 de setembro. Até a última atualização, a defesa de João não havia respondido ao contato feito para comentar o indiciamento.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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