TRÊS DE MAIO — O professor de Tecnologia da Informação Matheus Boesing concluiu uma aula de 80 horas ininterruptas e superou o recorde mundial da atividade, em Três de Maio, no Noroeste do Rio Grande do Sul. A marca foi alcançada às 17h08 de segunda-feira, depois de a maratona começar às 9h08 de sexta-feira.
A aula foi transmitida ao vivo e acompanhada presencialmente por estudantes. O recorde anterior era de 78 horas e 3 minutos, registrado na Índia, em 2008. Boesing leciona na Sociedade Educacional de Três Maio.
Antes de atingir a marca principal, o professor completou 60 horas consecutivas às 21h08 de domingo. Esse resultado estabeleceu o recorde de aula de Tecnologia da Informação mais longa do mundo.
Durante a atividade, Boesing manteve explicações e interação com os alunos, além da transmissão contínua. Ao comentar o fim da maratona, afirmou: “Exausto fisicamente, mas de coração muito motivado e cheio de energia”.
Regras para validação
A tentativa foi aprovada pelo Guinness World Records antes do início. A organização determinou protocolos para o registro da atividade, incluindo vídeos, fotos e outros materiais, além da presença permanente de testemunhas e cronometristas independentes.
Essas pessoas não poderiam ter vínculo com as instituições envolvidas e precisavam ser substituídas periodicamente. Mais de uma centena de pessoas participou do acompanhamento ao longo da maratona.
Também era necessário manter ao menos 20 alunos presencialmente durante todo o período, comprovar a interação entre professor e estudantes e aplicar avaliações de aprendizagem. O planejamento de cada etapa foi apresentado previamente à organização.
Com o encerramento da aula, a documentação será enviada à plataforma do Guinness World Records. A entidade analisará se os critérios foram cumpridos e, somente depois dessa conferência, poderá homologar oficialmente o recorde. O prazo informado para a avaliação é de cerca de 45 dias.



