MARINGÁ — João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, recebeu alta hospitalar e foi levado à 9ª Subdivisão Policial, em Maringá, no Norte do Paraná. Ele é o principal suspeito de matar a médica Gassi Mazia, de 37 anos, com quem mantinha um relacionamento e tinha um filho. Ao chegar à delegacia, na noite desta quinta-feira (10), João usava uma cueca para esconder o rosto.
Na manhã desta sexta-feira (11), ele continuava preso no local e deveria ser ouvido pelas autoridades. João havia sido detido em flagrante no sábado (5), depois que Gassi foi encontrada morta no apartamento onde morava. Desde então, permanecia internado sob escolta policial por causa de ferimentos na região do pescoço. Duas audiências de custódia foram canceladas durante a internação.
Investigação
A Polícia Militar foi chamada por uma familiar de João, que relatou ter ouvido dele uma confissão. Em depoimento à Polícia Civil, ela disse que o homem perguntou se estava em Mandaguari, a 32 quilômetros de Maringá, e depois pediu o endereço da casa. Ao chegar, ainda dentro do carro, ele teria contado que havia matado Gassi.
“Ele falou para mim que ele e a Gassi tinham brigado e que ele tinha matado ela”, afirmou a testemunha à polícia.
A família acionou a polícia e o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), porque João estava ferido. Depois da prisão, policiais de Maringá foram ao apartamento da médica. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte no local.
O corpo foi encontrado por um familiar, que também localizou o filho do casal, de oito meses, sozinho no imóvel. Conforme o boletim de ocorrência, Gassi estava caída e de bruços, com três facas ao lado. O delegado Adriano Garcia informou que havia aproximadamente 10 marcas de golpes. O sepultamento ocorreu na manhã de segunda-feira (7).
Motivação apontada pelo Ministério Público
O Ministério Público do Paraná pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva, aceita pela Justiça no domingo (6). Para a promotoria, João invadiu o apartamento por não aceitar o fim do relacionamento e matou a médica. A prisão preventiva foi justificada também pela suspeita de que ele tenha permanecido algumas horas no imóvel antes de sair e deixar o filho sozinho.
A Polícia Civil do Paraná ainda não divulgou oficialmente a motivação. Adriano Garcia informou que João tentava reatar o relacionamento com Gassi.


