CURITIBA — Uma casa no bairro Pilarzinho foi interditada pela Defesa Civil depois que parte da estrutura da entrada desabou e caiu em um córrego ao lado da residência. A calçada e o muro também cederam, e os moradores deixaram o imóvel às pressas por causa do risco de novos desabamentos.
A família, que vive há cerca de dois anos na casa alugada, levou apenas a roupa do corpo. O proprietário providenciou um pequeno quarto para que os moradores passassem a noite em segurança.
A capital também teve pontos de alagamento e quedas de árvores. Parques ficaram alagados após o grande volume de chuva. Essas áreas contribuem para absorver parte da água e reduzir os impactos dos temporais.
No Oeste do Paraná, Ramilândia esteve entre os municípios mais atingidos pelo granizo. A chuva chegou no meio da tarde de quinta-feira, e o Assentamento 16 de Maio foi uma das regiões mais afetadas. Conforme a Defesa Civil, mais de 250 casas foram destelhadas e outras 50 tiveram “perda total”. Produtores rurais registraram prejuízos, e moradores ficaram sem energia elétrica.
Em Dois Vizinhos, no Sudoeste, a estimativa inicial da Defesa Civil indica que 500 residências foram danificadas. Cerca de 600 moradores procuraram lonas para proteger os imóveis, mas o estoque disponível não foi suficiente. A prefeitura precisou buscar mais material em Francisco Beltrão.
Matelândia, no Oeste, teve cerca de 100 residências afetadas pelo granizo, segundo levantamento preliminar da Defesa Civil. Postes foram danificados, e escolas ficaram destelhadas.
A formação de um ciclone extratropical e o avanço de uma nova frente fria devem provocar chuvas fortes, temporais, descargas elétricas, granizo e rajadas intensas de vento no estado. Em algumas localidades, os ventos podem passar de 85 km/h. As áreas com maior risco são as regiões central, oeste e parte do norte pioneiro.



