O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou o comportamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a sessão desta terça-feira (15/9). O encontro foi marcado por discussões entre integrantes da Corte e terminou sem definição sobre o caso que envolve Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Em uma publicação no X, Caiado afirmou que a sequência de conflitos entre os ministros e o pedido público de desculpas feito por Cármen Lúcia expuseram uma perda de direção institucional. Para o candidato, o episódio constrangeu o país e ultrapassou “o limite do insustentável”.
A sessão foi encerrada depois que o ministro Flávio Dino pediu vista. A votação terminou com placar de 4 a 3 contra a reunião, em um único julgamento, dos casos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça. Dino tem até 90 dias para analisar o processo antes de devolver os autos ao plenário.
Caiado também declarou que o Brasil não pode continuar em um ambiente de instabilidade. O candidato disse que o país precisa retomar a ordem e que não aceitará o que classificou como redução da dimensão nacional.
Mais cedo, o ex-governador de Goiás havia defendido a saída imediata de Alexandre de Moraes do STF. Ele afirmou que essa seria a “única atitude aceitável” e disse nunca ter visto um escândalo dessa gravidade atingir o Supremo. Também classificou o julgamento como um dia histórico.
Sessão no Supremo
O STF realizou uma sessão extraordinária para decidir sobre a abertura de investigação contra Moraes, relacionada a mensagens trocadas com Daniel Vorcaro no âmbito do Caso Master.
Na segunda parte do encontro, os ministros analisaram uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O decano reuniu os processos que envolvem Moraes e a conduta de Mendonça e adiou o julgamento para 23 de setembro. Em seguida, Flávio Dino pediu vista, levando ao encerramento da sessão.



