Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Caiado questiona Flávio Bolsonaro por voo em aeronave ligada a Vorcaro

Ex-governador de Goiás afirmou que o senador deve explicar viagem feita em janeiro de 2025 entre os Estados Unidos e Brasília.

Caiado detona viagem de Flávio Bolsonaro em jatinho de Vorcaro: “tem teto de vidro”

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por uma viagem realizada em aeronave vinculada ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A manifestação foi publicada nas redes sociais nesta quinta-feira (24).

Caiado afirmou que o senador não teria autoridade para criticar adversários diante das relações reveladas em torno do voo. “Quem tem teto de vidro não pode jogar pedra nos outros, Flávio”, escreveu. Na mesma publicação, o candidato do PSD disse que Flávio Bolsonaro deveria explicar a viagem, o recebimento de dinheiro e um jantar com pessoas que teriam lesado aposentados.

O voo entre a Flórida e Brasília

O deslocamento ocorreu em 19 de janeiro de 2025, em um Legacy 650 de prefixo PP-NLR. A aeronave saiu do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida (EUA), com destino a Brasília.

Estavam a bordo Flávio Bolsonaro, sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, as duas filhas do casal e o advogado e empresário Willer Tomaz. A identificação do avião foi feita a partir do cruzamento de registros históricos de tráfego aéreo, planilhas de movimentação aeroportuária e informações do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB).

O jato funcionava em um modelo de copropriedade, dividido em três cotas. Uma participação de 33,33% pertencia à Prime You, empresa que tinha Daniel Vorcaro como sócio no momento do voo e que havia adquirido a fatia no final de 2024. A operação da aeronave ficava sob responsabilidade da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. Vorcaro permaneceu no quadro societário até setembro de 2025.

Outra cota pertencia a uma empresa controlada por Willer Tomaz. Um relatório da Polícia Federal apontou que cada participação de 33,33% estava avaliada em US$ 5,5 milhões em maio de 2025.

O mesmo avião foi usado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em agosto de 2025, sete meses depois do voo da família de Flávio Bolsonaro.

Tomaz confirmou ser titular de um terço da aeronave e afirmou que os voos eram privados e não remunerados. Segundo ele, amigos eram convidados para viajar quando havia assentos disponíveis e não havia cobrança. O advogado declarou ter descoberto a participação de Vorcaro em abril de 2026, quando denunciou o contrato e iniciou uma disputa judicial contra a Prime You. Também negou conhecer pessoalmente o empresário ou ter feito negócios com ele.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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