PARANÁ — Os oito candidatos ao governo do Paraná nas eleições de 2026 apresentaram propostas em entrevistas exibidas pelo telejornal Meio-Dia Paraná ao longo da semana. A programação ouviu os três primeiros colocados no cenário estimulado da última pesquisa Quaest em sabatinas ao vivo de 30 minutos e reservou a sexta-feira (18) para os outros cinco concorrentes.
A ordem das entrevistas ao vivo foi definida por sorteio com a presença de representantes das candidaturas. Sergio Moro (PL) abriu a rodada na segunda-feira (4). Sandro Alex (PSD) participou na terça-feira (15), e Requião Filho (PDT) encerrou as sabatinas na quarta-feira (16).
Propostas dos candidatos
Adriano Funileiro afirmou que os candidatos de seu partido são trabalhadores e, por isso, defendem medidas voltadas aos direitos dos operários. Entre as propostas, citou salário-mínimo de R$ 7,5 mil, jornada de cinco dias por semana e sete horas por dia, com finais de semana e feriados livres.
Alexandre Salomão (Mobiliza) disse que o Paraná precisa de planejamento de médio e longo prazo. Na avaliação dele, o desenvolvimento do estado deve considerar as riquezas naturais, o comércio e as condições de vida da população.
Luiz França apresentou o partido Missão e afirmou que a legenda denuncia o banco Master “desde o dia 1”. Também disse que o combate à corrupção está entre as prioridades da sigla e que o partido surgiu porque o Movimento Brasil Livre (MLB) não se identificava com outras legendas.
Requião Filho criticou a privatização da Copel e afirmou que pretende tentar reverter a venda da estatal na Justiça. Entre as medidas previstas, citou a compra de ações da empresa pelo governo estadual e uma auditoria no início do mandato, caso seja eleito. O candidato também defendeu a retomada do controle da Copel e uma fiscalização mais rigorosa, incluindo a atuação da Aneel.
O candidato do PDT ainda propôs o fim das escolas cívico-militares. Para ele, não há diferença palpável no currículo escolar, e o efetivo de policiais militares poderia ser direcionado ao Batalhão Escolar para reforçar a segurança.
Samuel Mattos afirmou que suas propostas são voltadas principalmente à classe trabalhadora. Ele citou problemas como o transporte público lotado e as filas nas UPAs e disse que pretende defender a expropriação dos principais ramos econômicos do Paraná e do país. A proposta, segundo ele, seria colocar essa riqueza a serviço da população e governar por meio de conselhos populares.
Gestão pública, infraestrutura e segurança
Sandro Alex falou sobre investimentos para prevenir desastres naturais e reduzir os impactos de enchentes. Ele mencionou um projeto em União da Vitória, apresentado como um dos mais caros da história do Paraná. Também prometeu investimentos para melhorar o abastecimento de energia elétrica da Copel.
O candidato disse que 25 mil quilômetros de rede trifásica já estão disponíveis na porteira do homem do campo. A intenção é estudar, junto à Assembleia Legislativa do Paraná, formas de o governo estadual viabilizar as conexões.
Sergio Moro propôs a criação da Agência Estadual de Combate à Corrupção, com diretoria de quatro anos e servidores encarregados de fiscalizar licitações, enriquecimento ilícito e possíveis fraudes. Ele também defendeu a criação da Tabela SUS Paranaense, para que o governo complemente os pagamentos da tabela federal e amplie a oferta de consultas, exames e cirurgias.
Tayná Miessa (UP) afirmou que o partido defende um governo voltado à população e a aplicação das riquezas do estado em saúde pública e segurança. Ela também propôs mais delegacias especializadas no atendimento às mulheres. Segundo a candidata, existem 20 unidades para atender os 399 municípios, enquanto o Paraná é o 3º estado com maior índice de feminicídio.
A candidata disse ainda que a UP defende um governo revolucionário do povo.



