Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Haddad promete revisar concessões e privatizações feitas na gestão Tarcísio

Candidato do PT ao governo paulista citou Sabesp, CPTM e pedágios free flow entre os contratos que pretende reavaliar.

Haddad promete revisar concessões e privatizações feitas na gestão Tarcísio

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (14) que pretende revisar contratos de concessão e privatização firmados durante a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), caso seja eleito. Entre os exemplos citados estão a Sabesp, linhas de trens da CPTM e o sistema de pedágios free flow.

Durante sabatina no SPTV, da TV Globo, Haddad disse que a revisão poderá incluir aplicação de penalidades. Se não houver acordo sobre as cláusulas, afirmou que os contratos poderão ser levados à Justiça e, eventualmente, encerrados. O candidato classificou como mal elaborada a maior parte dos contratos de concessão da atual administração e defendeu sua adequação ao interesse público.

Ele relacionou essa avaliação ao aumento de reclamações contra a Sabesp no Procon e ao crescimento de incidentes nos trilhos dos trens. “O papel do governante é rever os contratos, aplicar penalidades”, declarou Haddad.

Finanças e investimentos

Haddad também afirmou que a abertura de espaço para novos investimentos dependerá da recuperação das contas estaduais. Segundo ele, será necessário um trabalho de seis meses para reorganizar as finanças, que teriam se deteriorado nos últimos anos.

O candidato voltou a mencionar que o governo atual teria recebido o tesouro estadual com superávit de R$ 23 bilhões, valor que, de acordo com sua avaliação, está hoje em R$ 5 bilhões, mesmo após a venda de ativos, incluindo a privatização da Sabesp.

Contratos terceirizados, indenizações a concessionárias e privatizações recentes foram apresentados como três focos de atenção para recompor o caixa e liberar recursos para investimentos e melhorias nos serviços públicos.

Segurança pública

Na segurança, Haddad reiterou a proposta de criar uma agência antifacção presidida pelo governador e integrada por órgãos estaduais e federais. Ele defendeu que a cooperação entre os governos seja adotada como regra e disse que sua proposta não seria equivalente à atual Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), porque seria comandada pelo governador e teria funcionamento efetivo.

O candidato também propôs modernizar o atendimento às ocorrências cotidianas com tecnologia e inteligência artificial. Entre as medidas citadas estão o registro de boletins por aplicativo e a análise em tempo real para orientar patrulhamento e investigação.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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