Óculos com lentes coloridas ganharam espaço nas produções para festivais de música e eventos ao ar livre. A escolha do acessório, porém, deve levar em conta a proteção dos olhos, a finalidade de cada tonalidade e as condições de uso.
O principal cuidado é verificar se o produto oferece bloqueio adequado contra os raios ultravioleta. Em ambientes claros, lentes tinturadas reduzem a luminosidade e provocam a dilatação natural das pupilas. Sem um filtro UV de qualidade, a exposição acumulada aos danos solares pode ser maior.
Também é preciso evitar lentes muito escuras durante a noite ou em lugares com pouca luz. Nessas situações, elas podem forçar a visão e causar fadiga, dores de cabeça, ardência e falta de foco.
Escolha da tonalidade
As lentes azuis e rosas são indicadas para locais muito iluminados e ajudam a filtrar suavemente a radiação solar. O verde é descrito como uma opção versátil, adequada para situações de sol ou chuva. Já o marrom melhora a percepção de profundidade em dias ensolarados e nublados.
Para condições de menor luminosidade, como dias escuros ou com névoa, as lentes laranjas e amarelas aumentam o campo de visão e oferecem mais luminosidade. As vermelhas ajudam a ajustar o contraste e ampliam a visão noturna.
A escolha da cor também merece atenção durante os deslocamentos. Ao dirigir, tonalidades muito vibrantes podem modificar a percepção das cores dos semáforos e da sinalização viária, comprometendo a segurança no trânsito.
Camila Kliver, gerente de Produtos Oftálmicos das Óticas Diniz, afirma que a lente não deve ser escolhida apenas pela aparência. Para ela, é necessário considerar a finalidade, a qualidade e a segurança do produto, além de buscar orientação especializada e optar por itens de procedência confiável.



