ROMA — Santa Eustóquia, celebrada pela Igreja em 28 de setembro, nasceu em Roma por volta de 368 e pertencia a uma família da nobreza romana. Filha de Santa Paula, escolheu ainda jovem uma rotina religiosa austera e, por volta de 384, fez voto de virgindade.
A trajetória de Eustóquia mudou após a chegada de São Jerônimo a Roma. Ela e a mãe passaram a receber orientação espiritual dele e decidiram acompanhá-lo ao Oriente. Antes de se estabelecerem, as duas passaram pelo Egito, onde conheceram comunidades de eremitas e observaram uma vida dedicada à oração e à simplicidade.
Vida religiosa em Belém
Mãe e filha seguiram para Belém, onde permaneceram. Eustóquia participou da organização de comunidades monásticas e dividiu seus dias entre as tarefas cotidianas, a oração e o estudo das Sagradas Escrituras.
A formação intelectual também teve espaço em sua vida. Ela dominava latim e grego e aprendeu hebraico, o que permitia acessar textos bíblicos em seu idioma original. Essa proximidade com as Escrituras esteve presente na convivência com São Jerônimo e durante os anos vividos em Belém.
Depois da morte de Santa Paula, em 404, Eustóquia assumiu novas responsabilidades na condução das comunidades. Nesse período, enfrentou dificuldades financeiras e momentos de instabilidade. Em 417, um ataque destruiu parte das instalações dos mosteiros e atingiu integrantes das comunidades.
Eustóquia permaneceu à frente da vida religiosa até morrer em Belém, em 419 ou 420. A oração dedicada à santa pede sua intercessão, além de força para enfrentar dificuldades e disposição para viver com devoção, generosidade e serviço ao próximo.



