NOVA YORK — Os contratos futuros de café fecharam em alta nesta sexta-feira (25/9), na bolsa de Nova York, após compras técnicas de investidores e a queda do dólar no exterior. Os lotes com vencimento em dezembro avançaram 1,18%, para US$ 2,7860 a libra-peso.
O movimento também foi associado à cobertura de posições vendidas, estratégia ligada a apostas na queda dos preços. Os futuros registraram o maior volume em uma semana.
A consultoria Barchart informou que os preços do café haviam atingido, ao longo da semana, o menor nível em três meses. A pressão sobre as cotações veio da expectativa de oferta global elevada. A Organização Internacional do Café (OIC) estimou uma safra recorde de 183,6 milhões de sacas, alta de 4,4% em relação ao ano anterior. No mesmo período de comparação, o consumo recuou 0,9%, para 180,6 milhões de sacas.
No Brasil, a Conab elevou a previsão para a produção de café em 2026, de 66,7 milhões para 67,6 milhões de sacas. A Barchart também apontou as condições favoráveis de clima para os cafezais no Brasil e no Vietnã, com aumento das chuvas em algumas áreas, como fatores de baixa para os preços.
Outros produtos
O açúcar demerara para março do ano que vem caiu 0,46% na bolsa, para 17,50 centavos de dólar a libra-peso.
Em Nova York, os contratos de cacau para dezembro subiram 0,52%, para US$ 5.619 a tonelada. O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) para novembro avançou 0,23%, a US$ 1,5110 a libra-peso.
Já o algodão para dezembro recuou 0,72%, para 82,71 centavos de dólar a libra-peso.



