Os contratos de milho para dezembro fecharam em queda de 4,07% na bolsa de Chicago nesta quarta-feira (30/9), a US$ 5,0075 o bushel. O movimento ocorreu após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informar que os estoques do cereal alcançaram 53,2 milhões de toneladas em 1º de setembro.
O volume superou as projeções do mercado. A expectativa média era de 48,7 milhões de toneladas, enquanto a estimativa mais alta entre os analistas chegava a 50,9 milhões de toneladas. Assim, as reservas ficaram 4,5 milhões de toneladas acima da média prevista e 2,3 milhões acima do maior cálculo apresentado.
A Royal Rural afirmou que a diferença entre o estoque informado e as previsões explica a reação dos preços em Chicago. Para a consultoria, o mercado já esperava reservas elevadas, mas não contava com um volume dessa dimensão. A entrada da nova colheita americana também aumenta a oferta física, enquanto os compradores precisam absorver um estoque inicial maior e a produção recém-colhida.
Reflexos nos demais cereais
O trigo acompanhou a queda do milho em um dia de movimentações técnicas. Os contratos para dezembro recuaram 2,45%, para US$ 6,7575 o bushel. A baixa do milho influenciou o cereal, que costuma ter correlação de preços com o milho na bolsa por ser usado, assim como ele, na indústria de ração animal.
A soja também terminou o pregão em baixa. Os contratos para novembro perderam 0,37% e fecharam a US$ 12,93 o bushel em Chicago.



