Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Países do Mercosul discutem divisão da cota de carne para a União Europeia

Proposta prevê limites maiores por categoria, conforme a capacidade produtiva e o histórico de exportações de cada país.

Países do Mercosul discutem divisão da cota de carne para a União Europeia

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) negocia com entidades da Argentina, do Uruguai e do Paraguai uma divisão da cota de exportação de carne bovina do Mercosul para a União Europeia. A proposta considera a atuação de cada país nos segmentos de carne resfriada e congelada.

Uruguai e Argentina têm maior presença nas exportações de carne resfriada, enquanto Brasil e Paraguai se destacam na carne congelada, conforme o presidente da Abiec, Roberto Perosa. A ideia é estabelecer limites maiores nas categorias em que cada país tem mais capacidade e histórico de envios ao mercado europeu.

“Temos uma proposta de valorizar a capacidade de produção, o histórico de envios [de cada país] à Europa”, afirmou Perosa. Ele disse que o Brasil aceita discutir uma participação maior dos vizinhos na cota de carne resfriada, enquanto o país teria mais espaço para a carne congelada.

A proposta também prevê uma divisão percentual dos volumes. Os critérios seriam a capacidade produtiva de cada país e sua participação no mercado mundial de carnes e no mercado europeu. Perosa não detalhou os percentuais.

Negociação entre as entidades

A Abiec já conversou com associações da indústria dos três países. Um representante da entidade esteve no Uruguai na semana passada para reuniões com a associação local, a Inac. Nesta semana, Perosa está na Argentina para encontros com a ABC, entidade do país.

Se as quatro associações chegarem a um consenso, a decisão será submetida ao Foro Mercosul da Carne (FMC), que reúne representantes das cadeias produtivas de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Depois, a proposta deverá ser acatada pelos governos dos quatro países.

O Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul estabeleceu uma cota total de 99 mil toneladas de carne bovina: 55% para carne resfriada e 45% para congelada. O volume completo será alcançado no sexto ano de vigência do acordo.

Em 2026, considerado o ano “zero” da implementação, a cota seria de 16,5 mil toneladas. Como o acordo entrou em vigor em maio, foi considerado o volume proporcional a 8 meses, de 11 mil toneladas, com tarifa de 7,5%. A cota sobe para 33 mil toneladas em 2027, 49,5 mil toneladas em 2028, 66 mil toneladas em 2029, 82,5 mil toneladas em 2030 e chega a 99 mil toneladas em 2031.

A divisão entre os quatro países ainda não foi definida. Argentina e Uruguai demonstram maior abertura às propostas brasileiras, enquanto o Paraguai defende a distribuição igualitária, de 25% para cada país. Perosa afirmou que o consenso pode ser alcançado em 30 a 40 dias.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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