O rebanho bovino dos Estados Unidos está no menor nível dos últimos 75 anos, em um cenário que pode ampliar o espaço para a carne brasileira no mercado internacional. A avaliação é de Felipe Fabbri, coordenador da equipe de Inteligência de Mercado da Scot Consultoria.
De acordo com Fabbri, os Estados Unidos passaram por um longo período de menor oferta de fêmeas. Problemas climáticos que se intensificaram entre 2021 e 2023 também agravaram a reposição do rebanho em regiões importantes para a pecuária do país.
Custos e impacto nas exportações
O especialista afirma que os custos da produção bovina norte-americana subiram de forma significativa nos últimos anos, levando muitos pecuaristas a abandonar a atividade. No Brasil, segundo a análise apresentada por Fabbri, esse movimento ocorreu de maneira diferente.
A redução da oferta nos Estados Unidos acontece enquanto o presidente Donald Trump enfrenta pressão relacionada à inflação dos alimentos e se aproxima de eleições de meio de mandato, que podem alterar o perfil do Parlamento norte-americano.
Nesse contexto, os Estados Unidos ofereceram cotas de importação de 300 mil toneladas de carne por três meses, com vigência a partir de setembro e tarifas reduzidas. A estimativa de Fabbri é que o Brasil responda por cerca de 40% desse volume, o equivalente a aproximadamente 120 mil toneladas adicionais nos embarques.
A análise também aborda as limitações de vendas para a China e a União Europeia. Os temas foram discutidos no Radar Rural, em conversa com o coordenador da Scot Consultoria.




