Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Vacinação e cuidados reduzem risco de raiva em cães e gatos

Doença pode atingir animais e seres humanos; mudanças de comportamento e contato suspeito exigem atendimento veterinário imediato.

Vacinação e cuidados reduzem risco de raiva em cães e gatos
Foto: Shutterstock/Portal EdiCase

A raiva é uma doença letal, de evolução rápida, que pode atingir cães, gatos e seres humanos. Entre 2015 e 2026, o Ministério da Saúde registrou 270 casos em cães e gatos no Brasil. O vírus percorre o sistema nervoso até chegar ao cérebro, onde provoca uma inflamação aguda e progressiva.

A principal forma de prevenção é manter a vacinação dos animais em dia e evitar situações de exposição. Dados do PetCenso Saúde, levantamento da Petlove com mais de 1 milhão de pets cadastrados no ecossistema da empresa, mostram que a vacina contra a raiva é o segundo imunizante mais recorrente entre cães e gatos, atrás apenas da vacina múltipla.

Sinais que exigem atenção

Mudanças de comportamento podem indicar que há algo errado. Febre, falta de apetite, irritabilidade e isolamento incomum estão entre os sinais iniciais que não devem ser ignorados. Em uma fase mais avançada, o animal pode apresentar agressividade intensa, desorientação e salivação excessiva, relacionada à paralisia dos músculos usados na deglutição.

A transmissão ocorre principalmente pela saliva de um animal infectado, geralmente por meio de mordidas. Arranhões profundos e lambeduras em feridas abertas ou mucosas também podem representar risco. “A raiva é transmitida principalmente pela saliva de um animal infectado”, explica o médico-veterinário Pedro Risolia, da Petlove.

Como a confirmação definitiva depende de exames no tecido cerebral após a morte do animal, qualquer alteração neurológica ou contato suspeito com animais como morcegos deve ser tratado como situação de urgência veterinária.

Como prevenir

Além da vacina, é recomendado impedir o contato do pet com animais silvestres ou desconhecidos. Durante os passeios, cães devem ser mantidos na guia, e o acesso livre às ruas deve ser evitado. Mesmo animais que vivem em apartamento precisam de proteção, porque podem ter contato inesperado com morcegos urbanos infectados.

A vacinação antirrábica deve começar a partir dos 4 meses de idade, com reforço anual. Segundo Risolia, manter o calendário atualizado é uma das medidas mais simples para proteger o animal e reduzir a circulação do vírus na população.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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