Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Produção bovina brasileira deve recuar 0,8% em 2026, estima Conab

Companhia projeta queda mais forte em 2027, enquanto exportações devem avançar nos dois anos, apesar de restrições comerciais.

Produção bovina brasileira deve recuar 0,8% em 2026, estima Conab

A produção brasileira de carne bovina deve cair 0,8% em 2026, para 11,84 milhões de toneladas, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em 2025, foram produzidas 11,93 milhões de toneladas. Para 2027, a projeção indica recuo de 4,1%, com a produção chegando a 11,413 milhões de toneladas.

A Conab avalia que o ciclo pecuário está mudando de forma mais lenta do que o previsto inicialmente. No primeiro semestre de 2026, o abate ficou acima do registrado no mesmo período do ano anterior, sustentado pela disponibilidade de fêmeas, pelo aumento do peso médio das carcaças e pelo maior uso do confinamento. “A esperada retração da produção ainda não se manifestou de forma intensa”, afirmou a companhia em documento sobre as perspectivas para a agropecuária na safra 2026/27.

Exportações e mercado interno

Mesmo com a redução esperada na produção, as exportações devem crescer 4,46% em 2026, para 4,73 milhões de toneladas. No ano anterior, o Brasil embarcou 4,53 milhões de toneladas. A alta é projetada apesar do preenchimento da cota de importação chinesa, do embargo europeu relacionado aos controles sobre o uso de antimicrobianos e da tarifação dos Estados Unidos.

A companhia informou que não identificou formação de excedente de carne bovina capaz de provocar queda acentuada dos preços internos. Entre os fatores que podem limitar esse efeito estão os valores internacionais, a demanda de destinos alternativos e a oferta ainda ajustada de animais prontos para o abate.

No mercado doméstico, o consumo permanece moderado e concentrado em cortes de menor valor. Segundo a Conab, a carne bovina perdeu competitividade para o frango e a carne suína, sobretudo entre consumidores de menor renda. A menor oferta, porém, tende a sustentar os preços.

Para 2027, as exportações devem avançar 2,2%, para 4,83 milhões de toneladas. A Conab relaciona a queda mais acentuada da produção à menor disponibilidade de animais para abate, à maior retenção de fêmeas e à recomposição dos rebanhos. “Caso o abate de fêmeas permaneça elevado, a mudança do ciclo poderá ser adiada”, afirmou a companhia.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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